Rio diz que PSD "faz muito bem" em estar atento ao que se passa em Lisboa

Sobre o caso Robles, o presidente do PSD disse apenas que achou "certa piada" à reacção da líder do Bloco de Esquerda, Catarina Martins.

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Rui Rio em reunião com membros do Conselho Estratégico Nacional (CEN) da Madeira LUSA/GREGÓRIO CUNHA;Gregorio Cunha

Rui Rio, presidente do PSD, defende que o partido "faz muito bem" em estar atento ao que se passa na Câmara de Lisboa, mas escusou-se a dizer se se excedeu ao pedir a demissão do vereador Ricardo Robles.

"O PSD faz bem em estar atento àquilo que se passa na Câmara Municipal de Lisboa, faria mal se não estivesse atento àquilo que se passa em Lisboa", disse, à margem da reunião do Centro Estratégico Nacional da Madeira, a decorrer este sábado, e quando questionado se o PSD se tinha excedido quando pediu a demissão do vereador do BE, Ricardo Robles.

Em causa está uma notícia avançada na edição de sexta-feira do Jornal Económico, que dá conta que, em 2014, Ricardo Robles adquiriu um prédio em Alfama por 347 mil euros, que foi reabilitado, avaliado em 5,7 milhões de euros e posto à venda em 2017. Robles foi dos dirigentes que sempre criticou a especulação imobiliária em Lisboa.

Rui Rio disse não querer falar de casos concretos, e nomeadamente de Ricardo Robles, mas disse ter achado uma "certa piada" à reacção da coordenadora nacional do Bloco de Esquerda, Catarina Martins. "Relativamente à coordenadora do Bloco de Esquerda, acho uma certa piada quando o Bloco de Esquerda ataca os outros partidos, é lícito, quando os outros partidos apontam qualquer mal ao Bloco de Esquerda, é perseguição", observou.

O Bloco de Esquerda "não está muito habituado a ter estas coisas, a coordenadora Catarina Martins irritou-se um bocadinho mais mas se continuar a sair coisas dessas, ela vai-se habituar porque é o que toda a gente se tem de habituar na política", sustentou.

Sobre a reunião do CEN - Madeira, Rui Rio explicou que o que está em causa é o partido ter representações em todo o território nacional de modo a que cada parte do país contribua para o programa do partido para as próximas eleições legislativas nacionais.