Moda

Tommy Hilfiger cria colecção para seguir clientes passo a passo

As peças vêm com um chip incorporado que regista os movimentos do utilizador e o premeia com base na frequência que o cliente as usa.
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Instagram, @tommyhilfiger

A Tommy Hilfiger anunciou esta quinta-feira o lançamento de uma nova linha de roupa com uma tecnologia que permite estar a par dos passos dos clientes. A distância percorrida equivale a pontos acumulados, que podem depois ser trocados por descontos e outros prémios.

Atingiu o seu limite de artigos gratuitos

A colecção Tommy Jeans Xplore tem um total de 23 peças (para homem e mulher) que têm incorporadas um chip que requer pouca energia e se liga por bluetooth a uma aplicação móvel.

“Nunca uma marca conseguiu compreender como o consumidor verdadeiramente usa o produto depois de este sair da loja”, justifica Liron Slonimsky, CEO e fundador da empresa responsável pela tecnologia, Awear Solutions, citado pela Women’s Wear Daily (WWD).

A tecnologia abre uma série de oportunidades para a marca interagir com os consumidores, além dos pontos de encontro tradicionais. O objectivo é que a aplicação junte os utilizadores “criando uma comunidade de micro-embaixadores altamente empenhados”, explica a WWD.

Entre as recompensas previstas para os utilizadores estão bilhetes para concertos, convites para desfiles de moda, visitas aos arquivos da Tommy Hilfiger e acesso exclusivo a eventos da marca, bem como descontos na compra de produtos da marca e a opção para transformar os pontos em contribuições para determinadas instituições de caridade.

A colecção inclui hoodiessweatshirts, T-shirts, calças e casacos de ganga, uma mala à tiracolo, mochila, saco de viagem e chapéu. Os preços são semelhantes aos dos restantes da marca, variando entre 29 e 139 dólares (cerca de 25 e 119 euros). Está à venda no site e na flagship store  de Nova Iorque.

O Tech Crunch escreve que a empresa de roupa não inovou, na realidade, chamando à colecção Tommy Jeans Xplore “no limite, um programa de fidelização que requer que os clientes gastem demasiado [dinheiro] para se juntarem”. Já a publicação Engagement  levanta a questão da privacidade, referindo que a empresa, em resposta às perguntas enviadas, esclareceu que o chip pode ser activado e desactivado pelo utilizador e que a informação recolhida em conjunto com a aplicação é encriptada e pode ser apagada pelo mesmo.