Co-fundadora do grupo feminista Femen encontrada morta em Paris

De acordo com alguns amigos, Oksana Shachko, 31 anos, deixou uma carta de suicídio.

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Oksana Chatchko afastou-se do grupo Femen em 2014 para se dedicar às artes plásticas Reuters/GLEB GARANICH
Oksana Shachko, Anna Hutsol
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Oksana Chatchko surge ao centro LUSA/SALVATORE DI NOLFI

Oksana Shachko, co-fundadora do movimento feminista Femen, foi encontrada morta no seu apartamento em Paris, na noite da passada segunda-feira.

A morte de Shachko foi confirmada nesta terça-feira pela actual líder da organização, Inna Chevtchenko. “Oksana foi encontrada ontem, em Paris, no seu apartamento. Ela suicidou-se”, precisou Inna Shevtchenko, citada pela televisão francesa BFMTV.

Anna Hutsol, outra co-fundadora do movimento, confirmou a morte de Shachko à Ukrainska Pravda, sem avançar, no entanto, as causas. “Estamos à espera da investigação da polícia”, disse. Acrescentou que foi encontrada uma carta de suicídio. 

Inna Shevtchenko, actual líder do movimento, deixou uma mensagem de pesar no Twitter: “Oksana deixou-nos, mas está por todo o lado. Está com todas as que lutaram ao seu lado, está na Femen, que ajudou a fundar”, escreveu. “Ela está na história do feminismo.”

Oksana Shachko, activista ucraniana de 31 anos, foi uma das três fundadoras do movimento feminista Femen, nascido em 2008, em Kiev, na Ucrânia. Conhecido pelos protestos em tronco nu, o movimento espalhou-se por toda a Europa e posicionou-se contra instituições religiosas, regimes ditatoriais, homofobia e turismo sexual.

Ameaçada na Ucrânia, Shachko conseguiu asilo político em França, em 2013. Mais tarde, em 2014, acabaria por sair da organização que ajudou a fundar para se dedicar em exclusivo às artes plásticas.