Igreja do Corpo Santo de Massarelos vai ser restaurada ainda este ano

A Igreja do Corpo Santo de Massarelos vai ter obras de restauro e conservação. O contrato de financiamento foi assinado esta quinta-feira.

Massarelos, fachada, janela, idade média
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A Igreja do Corpo Santo de Massarelos vai dar início às obras de restauro e conservação no exterior, sem fechar portas à população. A intervenção, da autoria do arquitecto César Machado Moreira, incidirá sobre as coberturas, fachadas, caixilharias e vedações, com destaque para a fachada principal.

A recuperação, com início marcado para o final de Setembro, surge na sequência da aprovação de uma candidatura submetida pela Confraria das Almas do Corpo Santo de Massarelos ao programa Equipamentos Urbanos de Utilização Colectiva. O projecto, avaliado em 100 mil euros, é comparticipado pelo Estado a 50%.

José Carlos Gonçalves, juiz provedor da Confraria das Almas do Corpo Santo de Massarelos, sublinhou a herança histórica, religiosa e patrimonial da confraria com 624 anos de história, realçando o papel que desempenha ainda hoje na comunidade local.

Para além de realizar anualmente as festas em honra de São Telmo, a confraria fundada em 1394 fundou um núcleo museológico, restaurou peças de arte, estabeleceu parcerias com diversas entidades com vista à prestação de serviços à população e organizou um encontro internacional de confrarias e irmandades com quem partilha padroeiro.

A recuperação da Igreja do Corpo Santo de Massarelos era o único sonho por cumprir, conta. “Ano após ano, assistimos a uma degradação das condições estruturais da igreja, principalmente ao nível das coberturas e da fachada principal. Os sinais de humidade eram cada vez mais evidentes e começavam a causar danos na nave principal”.

César Machado Moreira procurou responder às necessidades de forma eficaz e “com menor intervenção possível em termos de adulteração do edifício, para o tornar novamente digno do significado cultural e patrimonial que tem”. O arquitecto prevê que a obra dure entre três a quatro meses.

O vereador da Câmara Municipal do Porto, Ricardo Valente, aproveitou a ocasião para felicitar a confraria pelo trabalho que tem vindo a desenvolver e também para destacar a importância do movimento associativo na defesa do património da cidade. “Como cidade temos uma tradição enorme do ponto de vista associativo e para nós é deveras relevante percebermos o trabalho de afinco de protecção patrimonial e, mais do que isso, da interligação dessa protecção patrimonial com toda a actividade social e cultural”, afirma.

Para o secretário de Estado das Autarquias Locais, Carlos Miguel, a Igreja do Corpo Santo de Massarelos “faz parte da história da cidade e das pessoas que nela habitam”, pelo que não poderia ser ignorada pelo Estado. “Este protocolo significa algo que para nós é muito importante: a confiança que o governo tem nas entidades civis enquanto motores da sociedade e enquanto parceiros naquilo que é o bem-estar das pessoas e a preservação do património”, acrescenta.

A cerimónia de assinatura do contrato de financiamento para a recuperação da igreja juntou, esta quinta-feira, o secretário de Estado das Autarquias Locais, Carlos Miguel, o vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte, Ricardo Magalhães, e o juiz provedor da Confraria das Almas do Corpo Santo de Massarelos, José Carlos Gonçalves.

A sessão, que arrancou com um momento musical, contou também com a presença do vereador da Câmara Municipal do Porto, Ricardo Valente, e do bispo auxiliar da diocese do Porto, D. António Augusto de Azevedo.

Texto editado por Ana Fernandes