Comandos na reserva entregam a Marcelo carta de apoio a Pipa Amorim

Ex-comandante do Regimento de Comandos foi exonerado pela forma como se referiu ao caso das mortes no 127.º curso de comandos ao discursar numa cerimónia.

Arecaceae
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Rui Gaudencio

Um grupo de 15 comandos na reserva entregou nesta segunda-feira uma carta na Presidência da República em que demonstram o apoio ao comandante do regimento de comandos recentemente exonerado, coronel Pipa Amorim.

"O Presidente da República devia mostrar qual é a posição que tem sobre uma exoneração tomada de ânimo leve de um oficial que nomeadamente foi responsável pelo trabalho dos comandos na República Centro Africana, trabalho esse que foi elogiado internacionalmente.

A carta foi subscrita por mais de cem comandos na reserva e segundo Pedro Cruz, um dos signatários, reflecte o sentimento dos militares que se encontram no activo.

Os subscritores da carta, "que não pertencem a nenhum grupo organizado", vão entregar mesma carta ao secretário de Estado da Defesa, Marcos da Perestrelo. Os comandos na reserva vão manter-se em vigília frente ao Estado Maior General das Forças Armadas.

O coronel Pipa Amorim, comandante do Regimento de Comandos, foi exonerado pelo general Rovisco Duarte, depois de ter proferido um discurso na cerimónia de comemoração dos 56 anos dos comandos em que abordou o processo relativo às mortes dos recrutas Dylan Silva e Hugo Abreu, instruendos do 127.º curso de comandos.

De acordo com o Correio da Manhã, declarou: "Não podemos aceitar que estas cabalas contra os nossos militares sejam utilizadas como arma de arremesso com o objectivo de desacreditar os comandos e o Exército, e o que estes símbolos representam."

Segundo o Observador, o coronel Pipa de Amorim foi substituído pelo tenente-coronel Eduardo Pombo.

Notícia alterada, acrescentado o 6.º parágrafo.