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Sub-30: Mathilda não lida com os problemas de Mafalda, só os canta

Tudo o que Mathilda canta roubou a Mafalda Costa. E tudo o que Mafalda experiencia transforma em músicas que depois dá a Mathilda, o projecto musical da jovem de 18 anos. Uma delas sai a ganhar: “A Mathilda não lida com os problemas reais, só os canta.” "E expõe fragilidades."

Empurrada pela Infinite Lapse, a primeira música que apresentou, saiu do quarto em Novembro. Antes, para ganhar coragem, tocou-a num ukelele de brincar para o primo, Diogo Alves Pinto — o Gobi Bear e fundador da editora Planalto Records — que, na mesma tarde, fez os arranjos musicais. Desde aí que o músico, também de Guimarães, a acompanha na guitarra e nos concertos que começaram na última edição do festival-concurso Termómetro, onde foi a finalista mais nova desde a primeira edição, em 1994.

Em Maio último, lançou o primeiro disco, com gravações ao vivo, editado pela Planalto. Este Verão, passados os exames nacionais, não vão faltar oportunidades para os ver e ouvir. Depois, Mafalda Costa vai estudar jornalismo para Londres. É também sobre estas “mudanças” que canta. “Acho muito fácil as pessoas se identificarem com isto. Aquele momento em que não sabemos onde estamos nem para onde vamos é quase universal.” Sabe que o ukelele deverá ir na mala. “E a Mathilda vai atrás.”

 

Mathilda é uma das protagonistas da série Sub-30, em que o P3 vai dar a conhecer jovens músicos portugueses.