Cristiano Ronaldo: "Venho para triunfar e deixar a minha marca"

Avançado falou pela primeira vez na condição de reforço da Juventus, depois ter conhecido o clube por dentro e interagido com adeptos.

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Cristiano Ronaldo apresentou-se nesta segunda-feira perante uma legião de jornalistas, em Turim, respondendo em português às primeiras questões na condição de reforço da Juventus. Numa conferência de imprensa que durou cerca de meia hora, o goleador quis deixar claro que é diferente da maioria dos futebolistas e que viajou para Itália com um objectivo definido: “Venho para triunfar e deixar a minha marca”.

A apresentação do melhor jogador do mundo decorreu de forma descontraída, com Ronaldo a brincar com a própria idade (trocou deliberadamente os 33 anos pelos 23) no momento de agradecer publicamente à Juventus por esta oportunidade, numa altura em que o normal, neste ponto da carreira, seria rumar a paragens como Qatar, China ou Estados Unidos para uma reforma dourada.

“Foi uma decisão fácil. O poderio da Juventus, uma das melhores equipas do mundo, os conselhos de alguns companheiros próximos, ajudaram-me a decidir. Desde miúdo que gostava de jogar aqui, num clube desta dimensão”, referiu, valorizando a transferência que considera um “passo importante”, para quem está habituado a ganhar.

Cristiano garantiu de pronto estar em Turim para “triunfar”, admitindo que chega a um campeonato exigente do ponto de vista físico e táctico, facto que não o assusta. “Penso no presente. Em jogar futebol. Comecei muito jovem, sempre gostei de desafios e nunca imaginei que poderia ter uma carreira de sonho. Não esperava ganhar tudo o que alcancei a nível colectivo e individual. Por isso, estou confiante que tudo vai correr bem, como aconteceu nos outros clubes”.

"Recado" ao treinador: "Pronto para jogar"

Ronaldo passou depois ao ataque, dizendo-se “muito feliz" com o novo desafio. "Parece que estou a iniciar. Quero demonstrar aos italianos que sou um jogador top. Embora não tenha que demonstrar nada. Apenas que tenho ambição e que não gosto de me acomodar. Com todo o respeito, poderia optar pela China ou pelo Qatar, mas estou aqui. Julgo que sou diferente”, rematou o português.

Com a nova camisola na mão, e com a sua entourage na primeira fila da sala, o avançado deixou também uma indicação sobre o futuro imediato, ao revelar que iniciará os treinos no dia 30 de Julho, 13 dias antes do arranque oficial da época. Mas a verdade é que já conheceu grande parte dos companheiros, durante a visita-relâmpago que fez nesta segunda-feira às instalações e ao centro de treinos do clube.

Depois de ter cumprido os exames médicos, Cristiano cumprimentou muitos dos futuros colegas, almoçou com o proprietário da Juventus, Andre Agnelli, e mais tarde conheceu o gabinete da equipa técnica. Por entre as fotos da praxe, deixou a Massimiliano Allegri, treinador dos "bianconeri", uma garantia: "Sinto-me bem. Estou pronto para jogar". 

Antes, a nova (e a maior) estrela da constelação da Série A tinha quebrado o protocolo para cumprimentar e dar os primeiros autógrafos a alguns adeptos da "vecchia signora" que entoavam cânticos a pedir a conquista da Champions. Para eles, os adeptos que aguardaram com expectativa a chegada do astro português, ficou também uma palavra de agradecimento. Até porque, já no domingo, quando aterrou em Itália, no aeroporto de Caselle, foi recebido por milhares de pessoas, algumas das quais empunhavam cartazes em que se podia ler "bem-vindo" em português.

"Uma Liga difícil"

"É um campeão absoluto que chega, vai ser muito interessante participar do seu quotidiano, principalmente no trabalho", comentou o seu futuro companheiro de equipa Claudio Marchisio, que poderá agora alimentar com passes e assistências um reforço pelo qual a Juventus pagou 100 milhões de euros. Um valor-recorde para um futebolista de 33 anos, que passará a auferir cerca de 31 milhões de euros líquidos por temporada.

Para trás, o capitão da selecção portuguesa deixou nove temporadas com a camisola do Real Madrid, durante as quais conquistou 16 troféus, incluindo quatro Ligas dos Campeões, e se tornou o melhor marcador da história do clube espanhol, com 451 golos em 438 jogos. Agora, o desafio é diferente, num campeonato que poderá capitalizar a sua chegada, do ponto de vista mediático, mas que tem características competitivas distintas do espanhol.

“É uma Liga difícil, muito táctica. Mas gosto de experimentar outras coisas. Na minha carreira nunca nada foi fácil, nunca consegui nada sentado numa cadeira debaixo de uma bananeira”, insistiu Cristiano, prometendo ajudar na conquista da Liga dos Campeões. “Todos querem ganhar. A Champions não é uma opção. É uma prioridade. Lutar por todos os troféus e ver o que a competição nos traz. É muito difícil de ganhar, mas espero poder ajudar”.