Costa contraria Santos Silva e diz que mantém “grau de compromisso” com BE, PCP e PEV

Primeiro-ministro discorda de Augusto Santos Silva sobre futuro da aliança parlamentar de esquerda.

Fernando Medina, Partido Socialista, Socialismo
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António Costa diverge de Augusto Santos Silva Rui Gaudêncio

“Este é o grau de compromisso possível com a convergência que alcançámos. Ora, o que corre bem não deve ser perturbado nem interrompido”, afirmou o primeiro-ministro, António Costa, ao PÚBLICO, contrariando o que foi defendido sobre futuros acordos à esquerda pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, ao PÚBLICO e à Renascença, esta quinta-feira.

Na entrevista, o número dois do Governo defendia que o caminho para a "renovação da actual solução política" vai exigir "certamente um nível de comprometimento superior àquele que se verifica neste mandato", incluindo em política externa e europeia.

António Costa afasta qualquer alteração às regras dos entendimentos que fez com o BE, o PCP e PEV em 2015 e garante: “Nem um optimista irritante como eu acredita que seja possível superar divergências que são identitárias. Mas também não considero que seja necessário. Como provámos nesta legislatura, podemos entender-nos sobre o que queremos fazer em conjunto, respeitando a identidade de cada um.”