Governo garante monitorização quinzenal do aeroporto de Lisboa

Ministro das Infra-estruturas reuniu-se com entidades como a ANA e a TAP para “mitigar” o congestionamento no aeroporto, com destaque para o Verão

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Rui Gaudencio

O ministro do Planeamento e Infra-estruturas, Pedro Marques, convocou uma reunião com a ANA (empresa do grupo francês VINCI, responsável pela gestão dos aeroportos), TAP, ANAC (o regulador) e a NAV (empresa pública que gere o espaço aéreo), na qual foi assumido o compromisso de “desenvolver um conjunto de medidas mitigadoras do congestionamento” do aeroporto de Lisboa, “especialmente nos meses de Verão”.

Em comunicado enviado às redacções, o Ministério do Planeamento e Infra-estruturas (MPI) diz que estas entidades “vão igualmente realizar, quinzenalmente, reuniões de monitorização da actividade aeroportuária, estendendo a outras entidades os processos de coordenação”.

O comunicado acrescenta também que todas as entidades se comprometeram “de imediato”, quer “individual” quer “conjuntamente” a desenvolver medidas que passam pela melhoria da comunicação entre os intervenientes (melhor articulação operacional entre as entidades envolvidas, através de network  management e melhoria da informação antecipada sobre eventuais perturbações — atrasos e cancelamentos — de modo a facilitar a actuação de todas as entidades e a gestão da ansiedade dos passageiros). Por outro lado, as medidas também incluem o melhoramento de alguns procedimentos como o “ready to go” (descolagem), para uma gestão eficiente das operações, a “disponibilização de ILS (sistema de navegação para aterragem em operação de baixa visibilidade) na pista 03, no final do terceiro trimestre” e o “reforço de equipamentos de handling, nomeadamente autocarros e push backs (reboques de aeronaves)”.

As entidades envolvidas garantem ainda que os recursos humanos de apoio serão reforçados nas “zonas de maior fluxo de passageiros e das equipas de gestão de ocorrências” e que haverá uma “melhoria de planeamento e gestão de pessoal e equipamentos de reserva”, bem como uma “agilização nos processos de licenciamento e certificação de pilotos”. 

Tal como tem sido noticiado nas últimas semanas, o aeroporto Humberto Delgado está debaixo de forte pressão com o número de queixas a subir e à medida que bate constantemente novos recordes de movimentos de aeronaves e de passageiros, sem ter infra-estruturas que acompanhem este crescimento.