Computadores

Microsoft lança Surface mais barato, com um olho na Apple e outro nas escolas

Depois de uma versão do Windows para as salas de aula, chega um novo portátil híbrido por menos de 400 dólares.
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A Microsoft lançou um novo Surface que é o modelo mais barato de sempre na família de computadores híbridos da empresa. O objectivo de competir com os iPads da Apple e os portáteis do Google nas escolas.

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“O preço representa um novo ponto de entrada na família Surface”, diz Panos Panay, o director de produto, na apresentação do novo Surface Go, que custa 399 dólares e pesa 500 gramas. Os Surface podem ser usados como um tablet, ou como um computador, com um teclado e rato acoplados.

O aparelho é descrito pelo próprio como o “mais transportável e mais económico” dos Surface, a colecção de aparelhos híbridos que a Microsoft lançou em 2012. Ainda não há valores para Portugal, mas o preço recomendado de venda nos Estados Unidos (399 dólares) é menos 400 dólares que o Surface Book 2, e menos 1100 que o topo de gama da marca, o Surface Pro.

Tal como as versões mais baratas dos aparelhos concorrentes, o Surface Go parece ter sido criado com os estudantes em mente, com um desconto de pelo menos 20 dólares para famílias com estudantes no ensino básico e secundário. Panos Panay não confirma a intenção ("os nossos aparelhos não servem só para uma coisa, porque as pessoas não fazem só uma coisa"), mas durante várias apresentações do produto aos media o tamanho do aparelho (pouco maior que uma folha A5) foi destacado como ideal para utilizar em sala de aula. Vem com o novo Windows 10 S, o sistema operativo da Microsoft direccionado às escolas. Panay descreveu as dimensões como ideias para ler manuais escolares em formato digital. 

O mercado dos híbridos está a abrandar, com um crescimento de 1,6% em 2017, de acordo com dados da consultora IDC. A Apple que lidera as vendas, com 27% do mercado. Seguem-se aparelhos da Amazon (15%) e da Samsung (14%). 

No último ano, as vendas dos Surface geraram 4,4 mil milhões de dólares para a Microsoft. É menos de metade dos 20 mil milhões de dólares que a Apple fez com a venda dos iPads.