Opinião

Cartas ao director

Madonna, a rainha

Uma cantora conhecida mundialmente pelas suas canções de extravagância militante e recordistas de pódios, “milhões” de seguidores nas redes sociais, comprou um palacete na nossa Lisboa para residência própria, uma prerrogativa dos endinheirados. Tudo bem, o dinheiro é dela, fez a sua escolha e nada a dizer. Já o acordo com a Câmara de Lisboa, conhecido e revelado pelo semanário Expresso, revela o compadrio indulgente para com os detentores de grandes fortunas e mediáticos a nível mundial. O aluguer dum espaço de estacionamento para 15 viaturas (!) por meia dúzia de trocos, ainda por cima nas traseiras dum palacete com o nome de Pombal, sim, aquele ministro forreta e pouco dado a favorecimentos, é apenas mais um sinal da singularidade e provincianismo dos nossos governantes para com os “famosos”. À rainha do palácio Ramalhete foi-lhe concedido o privilégio de estacionamento das suas quinze “montadas”, o que significa que igual numero de moradores da área ao regressarem do trabalho, terão a espinhosa missão (quase) impossível de descobrirem um recanto para depositar o seu utilitário. Não me surpreenderia nada que esses sofredores roguem pragas contra a “monarquia” agora instalada no seu bairro.

José Alberto Mesquita, Lisboa

Segurança na Cidade

A 24 de Novembro de 1362, D. Pedro concedeu a elevação de Sines a Vila, sendo que com o passar dos anos, foi-se assistindo a uma gradual transformação que culminou na década de setenta do século XX, com a criação do grande complexo industrial de Sines, em que o seu porto de águas profundas é o principal factor dinamizador que trouxe a Sines famílias de outros pontos do país, sendo que hoje em face do enorme potencial portuário, que tem atraído vários investimentos, é uma cidade que reúne condições para ser considerada o motor da economia nacional.

Sem mar, Sines não assistiria a uma evolução que acontece todos os dias, mas que nalguns aspectos, parece ser uma cidade votada ao abandono, com ruas pouco cuidadas, e em que algumas artérias vão estando cada vez mais degradadas, o que coloca em causa uma condução segura, acabando por passar para o visitante, uma imagem de desleixo, o que de certa forma pode convidar também à pratica de ilícitos.

Sines não é só industria, não é só um porto, não é só mar e praia, mas também são pessoas sendo que o constante desenvolvimento, é um convite para o crescimento da cidade com fixação de novos residentes, mas é também uma terra onde os comportamentos desviantes em conjugação com os factores acima mencionados, são razões pelas quais Sines carece de mais agentes de autoridade, uma vez que o efectivo existente, se mostra insuficiente para responder em tempo útil a todas as solicitações em devido tempo, o que poderá contribuir para um aumento da insegurança no futuro.

Américo Lourenço, Sines