Aumenta a tragédia no Japão: chuva faz mais de 100 mortos

É um dos piores episódios de que há memória no Japão. As equipas de resgate procuram sobreviventes no meio da lama e destroços.

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As chuvas intensas que assolaram as regiões Centro e Oeste do Japão nos últimos dias fizeram pelo menos 112 mortos, escreve o Japan Times, nesta segunda-feira. Há pelo menos 70 desaparecidos de acordo com a emissora estatal, NHK, e as equipas de resgate procuram sobreviventes no meio da lama e destroços. A tragédia obrigou o primeiro-ministro, Shinzo Abe, a cancelar uma visita à Europa e ao Médio Oriente, agendada para quarta-feira.

O ministro da Infra-estrutura, Transporte e Turismo mobilizou camiões equipados com bombas para drenar as áreas inundadas. A operação deve prolongar-se por duas semanas, escreve o Japan Times. Os níveis de água estão a baixar de forma gradual, permitindo que as equipas de emergência sejam capazes de chegarem a algumas zonas afectadas. Apesar disso, o aviso de chuva intensa mantém-se para algumas zonas do país. A par disso, as temperaturas sobem: as máximas rondarão os 30 graus. De acordo com as autoridades ouvidas pela Reuters, estas temperaturas aumentam o perigo de insolação em áreas que estão sem electricidade e água desde sábado.

Desde quinta-feira que diversas partes do Centro e Este do Japão estão sob chuva intensa – três vezes mais intensa do que o normal para a totalidade do mês de Julho. Shikoku, no sudoeste, tem sido uma das ilhas mais afectadas pela queda de água e ventos fortes. Entre sexta-feira e sábado caíram mais de 580 milímetros de chuva em algumas zonas da ilha.

Este é um dos episódios mais trágicos desde 1983, quando morreram 117 pessoas. “Nunca assistimos a esta quantidade de chuva. É uma situação de perigo extremo”, admitiu um representante da Agência Meteorológica do Japão em conferência de imprensa no domingo.

A precipitação abundante deixou um rasto de destruição nas ilhas de Honshu e Shikoku. Inundações e deslizamentos de terra encurralaram milhares de japoneses, que estão a ser socorridos por 73 mil elementos da polícia, dos bombeiros e das forças de segurança que foram mobilizados para as operações de apoio e resgate.