Papa diz que os muros, as ocupações e o fanatismo religioso impedem a paz no Médio Oriente

Após um encontro com líderes cristãos, Francisco apelou ainda à manutenção do statu quo de Jerusalém e ao fim da corrida às armas na região.

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Francisco participou num encontro de líderes cristãos na cidade italiana de Bari EPA/CIRO FUSCO

O Papa Francisco defendeu neste sábado que a construção de muros, a ocupação de territórios e o fanatismo religioso nunca irão trazer paz ao Médio Oriente.

No final de uma cimeira com líderes religiosos cristãos, em Bari (Itália), Francisco insistiu na necessidade de se respeitar o statu quo da cidade contestada de Jerusalém e de se apoiar a solução de dois Estados para se resolver o conflito israelo-palestiniano.

“As tréguas mantidas por muros e as manifestações de poder não irão trazer a paz. Isso só se conseguirá com uma vontade concreta para ouvir e avançar para o diálogo”, disse.

“A situação em que poucos lucram com o sofrimento de muitos tem de acabar. Não pode haver mais ocupação de territórios e, com ela, a separação de pessoas”, afirmou o Papa.

Francisco disse ainda que diversos conflitos foram instigados através de “formas de fundamentalismo e fanatismo que, sob a aparência de religião, profanaram o nome de Deus — que é a paz — e perseguiram vizinhos de longa data”.

O Papa defende que todas as comunidades do Médio Oriente devem ser protegidas — e “não apenas a maioria” — e criticou a corrida ao armamento: “Ninguém pode falar em paz enquanto está secretamente a acumular novas armas.”