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Um bigode vintage valeu a Rita e Diogo um Leão de Ouro em marketing

Rita Almeida e Diogo Vasques trouxeram para Portugal o Leão de Ouro, na categoria de marketing dos Cannes Young Lions, com uma linha de camisolas vintage para a Movember Foundation dedicada aos bigodes mais icónicos do futebol.

Desta vez, a selecção portuguesa de futebol não trouxe o ouro para casa, mas Rita Almeida e Diogo Vasques sim. A dupla portuguesa venceu o Leão de Ouro na categoria de marketing nos Cannes Young Lions, um dos mais prestigiados festivais internacionais de criatividade. Diogo e Rita conquistaram o júri com uma linha de camisolas vintage dedicadas a cinco jogadores de futebol com bigodes icónicos, como o português Fernando Chalana e o colombiano Carlos Valderrama.

A equipa jogou com "o momento mais simbólico no futebol" — marcar um golo e celebrá-lo — e a "ligação orgânica que o público masculino tem com os clássicos do desporto-rei", indo ao encontro do motto da Movember Foundation: "Having Fun while Doing Good". 

“O briefing consistia em criar um produto ou serviço que motivasse a comunidade a produzir conteúdo gerado pelo utilizador para as redes sociais, como fotos e vídeos, e que isso ajudasse a espalhar a mensagem sobre o movimento e a angariar membros para a plataforma”, explica Diogo.

Ambos com formação em comunicação, Rita e Diogo conheceram-se em 2014, na Microsoft, e um ano depois participavam pela primeira vez nos Young Lions. “A Rita queria ir a Cannes e a forma mais fácil era participarmos no concurso”, diz Diogo, em tom de brincadeira: venceram a fase nacional e representaram Portugal no festival. Voltaram para casa de mãos a abanar, mas com motivação para tentarem novamente no ano seguinte e se superarem.

Diz o ditado que “à terceira é de vez” e Diogo e Rita fizeram jus à expressão. Agora, finalmente, conquistaram o galardão máximo da iniciativa do Cannes Lions direccionada aos novos talentos criativos com um projecto para a Movember Foundation, a única organização não-governamental inteiramente dedicada aos problemas de saúde masculinos.

O talento português passa (mais ou menos) despercebido

De Cannes, os dois jovens trouxeram o Leão de Ouro e experiências que tão cedo não vão esquecer. “Aquilo é o Glastonbury para quem trabalha na área”, compara Diogo. “Tivemos a oportunidade de contactar com pessoas incríveis, estabelecer um networking, ver celebridades, ir a festas e ver todos os trabalhos a concurso, que são excelentes.” Nas palavras de Rita, o Cannes Lions é “um festival para celebrar e premiar a criatividade, mas tem muito mais a acontecer.”

Na Riviera Francesa, os portugueses competiram contra duplas de 18 países e superaram a Índia e a Austrália, que ficaram em segundo e terceiro lugar, respectivamente. “Portugal é um dos cinco países mais bem-sucedidos de sempre nos Young Lions e já foi um grande vencedor de ‘leões’, tendo em conta a dimensão e a escala do país no mercado internacional”, afirma Diogo, que trabalha como responsável pela experiência do cliente num banco.

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Para o ano, os jovens voltam a estar presentes no festival. DR

Apesar disso, Portugal tem vindo a perder força na última década. “As empresas reduziram o orçamento de marketing, há menos margem para arriscar.” Para Diogo, não se trata de falta de talento, mas sim de “falta de contexto”. “Quando se vê jovens a ter estes resultados lá fora, isso mostra que temos talento nas nossas empresas e agências.”