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The Dirty Coal Train ao vivo e só para freaks

Esta semana chegaram a VIDEOCLIPE.PT dois vídeos (um deles por anónimo) com um modelo similar ou, pelo menos, com um mesmo desafio concetual: como representar a performance musical de uma banda rock? Um deles é o No Friend, com que as Anarchicks fazem anunciar novos lançamentos editoriais, agora com uma nova vocalista. Assinado por um curioso pseudónimo artístico, Chtcheglov, este filma a banda na sua atitude enérgica de palco e intercala-a com algumas representações da identidade feminina. No entanto, o destaque é outro por, de certo modo, gozar com esse modelo performativo. Porque, em função da nova realidade comunicativa atual, esse é o princípio a ter em conta na sua concetualização. Tudo o que tende a brincar com a realidade e a transcender o convencional presta-se melhor à cativação do “atual espetador” — essa espécie nova de “partilhador” digital, que se alimenta do atípico. Este Jungle Zombie Stomp dos The Dirty Coal Train, ao figurar uma audiência animadamente freak para a sua atuação ao vivo, tem um pouco desse condimento e, além disso, faz todo o sentido com as referências e o imaginário “alien-trash” da banda. Com autoria de Francisca Marvão (sem menção na nossa plataforma, o que é pena) e animações de Maria Ventura, é um videoclipe que promove a inclusão do tema numa compilação internacional do melhor garage rock atual por uma editora holandesa.

 

Texto escrito segundo o novo Acordo Ortográfico, a pedido do autor.

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