Salvini sonha com uma “Liga das Ligas Europeias” que junte todos os partidos nacionalistas

Líder do partido de extrema-direita italiano chama todos os movimentos populistas nacionalistas da Europa a juntarem-se-lhe para defender “os seus povos e as suas fronteiras”.

Matteo Salvini, líder da Liga
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Matteo Salvini, líder da Liga EPA /PAOLO MAGNI

Matteo Salvini quer criar um rede europeia de partidos nacionalistas, com capacidade para influenciar, em conjunto, a política do Velho Continente. O líder da Liga e ministro do Interior de Itália lançou este domingo um apelo a todos os partidos e movimentos “que querem defender os seus povos e as suas fronteiras” para se juntarem ao partido de extrema-direita italiano na missão de “unir a Europa”.

“Para vencermos, tivemos de unir a Itália. E agora vamos unir a Europa”, prometeu Salvini num discurso perante milhares de apoiantes, em Pontida, na Lombardia. “Estou a pensar numa ‘Liga das Ligas da Europa’, que junte todos os movimentos livres e soberanos que querem defender os seus povos e as suas fronteiras”, sugeriu, citado pelo Guardian.

O líder da Liga quer cimentar a plataforma de partidos eurocépticos durante os próximos meses, com os olhos postos nas eleições para o Parlamento Europeu, agendadas para Maio de 2019. Eleições que, defende Salvini, serão um autêntico referendo, em que estará em equação a escolha entre uma de duas ‘Europas’: “a Europa sem fronteiras” e a “Europa que protege os seus cidadãos”.

A intervenção de domingo do representante do partido que, em conjunto com o Movimento 5 Estrelas, compõe o actual Governo italiano, teve sempre muito presente o sucesso eleitoral da Liga como veículo de incentivo a outros movimentos nacionalistas.

Nascido da antiga Liga Norte – um partido regional do Norte de Itália com aspirações independentistas –, a Liga continua a crescer nas sondagens e Salvini acredita mesmo que governará o país “durante os próximos 30 anos”. Uma ambição que o dirigente vê como replicável noutros países europeus. “O que conseguimos alcançar este ano, conseguiremos fazê-lo ao nível continental”, garante.