Avaliação individual: às costas de Bernardo

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LUSA/MOHAMED MESSARA

Rui Patrício (6)

Assinou uma grande defesa na sequência de um livre directo de Luis Suárez (22’) e não teve nenhuma responsabilidade nos lances dos golos. Acabou por intervir muito pouco no jogo (limitou--se a interceptar um par de cruzamentos) e por isso viveu uma noite particularmente ingrata e difícil de digerir.
Minutos 90 Defesas 1 Cruzamentos interceptados 2

Ricardo Pereira (5)

Foi a grande novidade reservada por Fernando Santos para o “onze” inicial e não fez a diferença. Não comprometeu a defender (embora tenha sido apanhado de surpresa numa bola aérea mesmo em cima do intervalo), mas também não contribuiu como se esperava para explorar as costas de Laxalt e combinar com Bernardo Silva (e mais tarde com Quaresma). Ficou a dever à selecção as assistências que acumulou no FC Porto.
Minutos 90 Desarmes 0 Faltas sofridas 1 Passes 51

Pepe (7)

Ponto prévio: sim, Pepe podia ter feito melhor naquele pontapé de baliza que resultou no segundo golo de Cavani, mas esse lance não pode apagar o golo que marcou, a forma como assumiu por vezes a saída de bola, como pressionou alto no momento da perda e como ganhou a esmagadora maioria dos duelos com Luis Suárez.
Minutos 90 Desarmes 2 Golo 1 Faltas sofridas 2 Passes 41

José Fonte (6)

Um excelente corte aos 14’, já dentro da área, e um cabeceamento que andou perto da baliza de Muslera (11’) contribuíram para uma exibição globalmente positiva. Controlou a maioria das investidas aéreas do adversário e vigiou de perto os movimentos de Suárez, forçando-o a percorrer outros caminhos.
Minutos 90 Desarmes 3 Faltas sofridas 2 Passes 36

Raphaël Guerreiro (6)

Foi o lateral mais interventivo no plano ofensivo e, embora tenha tomado algumas decisões precipitadas (neste lote não se inclui o posicionamento no primeiro golo), arrancou dois remates, combinou com Gonçalo Guedes, João Mário e Ronaldo e assinou o cruzamento que esteve na origem do golo português. A defender, nem Cáceres nem Nández lhe causaram problemas.
Minutos 90 Desarmes 1 Faltas sofridas 2 Passes 65

William Carvalho (6)

Tão discreto quanto competente. Como é hábito, de resto. William decidiu bem com bola, ora procurando uma saída em apoio, ora variando o centro do jogo, e ainda ensaiou um par de passes de ruptura que aproximaram a equipa da baliza uruguaia. Muito por sua culpa, pouco ou nada se viu da qualidade de Rodrigo Bentancur, e quando foi preciso segurar as pontas durante a última vaga de assalto portuguesa, não tremeu.
Minutos 90 Desarmes 4 Faltas sofridas 1 Passes 69

Adrien Silva (5)

Esteve muitos furos abaixo do que produzira diante do Irão. Com os quatro médios a jogarem muito por dentro, o melhor Adrien não emergiu e, especialmente no primeiro tempo, Portugal ressentiu-se, limitando-se a explorar os corredores laterais. O seu habitual esclarecimento no último terço fez falta para provocar rupturas na organização defensiva contrária.
Minutos 65 Desarmes 1 Faltas sofridas 0 Passes 56

Bernardo Silva (7)

Antes do arranque do jogo, tinha-se visto pouco (ou nada) do verdadeiro Bernardo Silva no Mundial. Mas neste sábado o criativo do Manchester City mostrou por que razão merece os elogios de Pep Guardiola. Começou no corredor direito, com arrancadas individuais que deixaram Laxalt em maus lençóis e movimentos de ruptura que geraram os melhores momentos de Portugal. No segundo tempo, foi deslocado para o corredor central com o intuito de tentar uma aproximação de maior qualidade a Cristiano Ronaldo e a sua produção subiu de nível. O passe tremendo para a desmarcação de Ricardo Pereira, aos 83’, é apenas um exemplo da sua qualidade, mas foram também muitas as chegadas à linha final à procura de uma assistência. Aos 70’, após uma defesa incompleta de Muslera, esteve perto do golo, mas a finalização de pé direito não esteve à altura da definição do seu pé esquerdo. Nos últimos minutos, assumiu quase em exclusivo a alimentação da selecção no último terço. Fez o que pôde, mas não foi suficiente.
Minutos 90 Desarmes 1 Faltas sofridas 3 Faltas cometidas 1 Passes 76 Oportunidades criadas 4

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João Mário (7)

A prestação mais conseguida no torneio. Quer pela faixa esquerda, quer pela direita, foi importante na circulação com critério, mas também nas recuperações e na forma como aproximou a equipa da área do Uruguai. Foi dos mais esclarecidos diante das duas muralhas de quatro elementos formadas pelo rival.
Minutos 85 Desarmes 2 Faltas sofridas 0 Passes 61

Gonçalo Guedes (5)

O golo madrugador do Uruguai não favoreceu o perfil de Gonçalo Guedes, sem espaço para impor a sua velocidade e agressividade com bola. Esteve mais trapalhão do que é costume (e isso viu-se nas dificuldades evidenciadas no controlo da bola) e nunca encontrou o espaço necessário para aplicar o remate. Começou a par de Ronaldo, num 4x4x2, e acabou na esquerda, no 4x2x3x1 que Fernando Santos arquitectou para a segunda parte.
Minutos 74 Faltas cometidas 2 Faltas sofridas 1 Remates 1

Cristiano Ronaldo (6)

Já se sabia, de antemão, que um confronto com uma das melhores duplas de centrais do torneio ia ser uma missão espinhosa. Manietado na zona central, procurou com frequência os corredores laterais e tentou até cruzamentos, mas não tinha referências na área. Nas poucas ocasiões em que baixou para receber e não foi apertado de imediato, tentou o drible e a finalização de meia distância, mas não era o seu dia. E nem de livre (32’) as coisas resultaram.
Minutos 90 Remates 6 Faltas sofridas 1 Passes 25

Quaresma (6)

Entrou para ocupar o corredor direito, à procura dessa excelente relação (directa ou indirecta) com o golo, e agitou as águas. Diego Godín foi forçado a dobrar o lateral e Quaresma ainda conseguiu alguns cruzamentos promissores — e alguns dribles com a qualidade que se lhe conhece. Assumiu também as bolas paradas que deixaram Portugal um pouco mais perto do golo.
Minutos 25 Remates 1 Faltas sofridas 1 Passes 12

André Silva (5)

Esteve um quarto de hora em campo e não teve oportunidade de se mostrar. Emparelhado entre os centrais uruguaios, teve o condão de libertar um pouco mais Ronaldo e de servir de referência mais fixa para cruzamentos, mas os duelos com Giménez e Godín foram uma causa perdida. No período de maior aperto, teve a lucidez de circular a bola à procura da melhor solução em vez de tentar mostrar serviço com um remate despropositado.
Minutos 16 Remates 0 Faltas sofridas 0 Passes 2

Manuel Fernandes (5)

Foi uma aposta de recurso — e uma estreia neste Mundial —, numa altura em que se procuravam todas as vias para chegar à baliza de Muslera. Fernando Santos ter-lhe-á pedido para tentar os remates de meia distância (uma das suas qualidades) e arriscou duas vezes em dois minutos. Não lhe saíram bem as tentativas.
Minutos 5 Remates 2 Faltas sofridas 0 Passes 9