Dan Gold / Unsplash
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Oficina em Leiria quer ensinar técnicas de fotografia para cegos

Sábado, o Instituto Politécnico de Leiria promove um workshop de fotografia para pessoas cegas. Actividade é gratuita e aberta a todos.

A Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria promove no sábado, 30 de Junho, uma oficina para ensinar técnicas e estratégias de fotografia para pessoas cegas, área onde o país apresenta "muitas lacunas".

"A iniciativa promete a partilha de técnicas e estratégias que permitam que as pessoas com deficiência visual se exprimam por meio da fotografia, bem como visa sensibilizar os profissionais da área da comunicação visual para a necessidade de formação sobre esta temática", informa uma nota de imprensa do estabelecimento de ensino do Instituto Politécnico de Leiria.

À agência Lusa, a coordenadora do mestrado em Comunicação Acessível da escola, Carla Freire, declarou que o workshop "Fotografia para pessoas cegas — técnicas e estratégias", que tem a duração de seis horas, pretende "explicar, de uma forma sucinta, como é que pessoas cegas ou com baixa visão podem utilizar a fotografia como um meio de expressão".

"Esta iniciativa surge no âmbito do mestrado, no qual uma estudante, agora mestre, tem vindo a trabalhar no Brasil em oficinas para pessoas cegas", adiantou Carla Freire, referindo que a aluna, Andrea Gurgel de Freitas, deu no ano passado "continuidade ao trabalho desenvolvido a explorar essas técnicas e estratégias". Os resultados serão apresentados na formação no sábado.

Se tudo correr bem, diz a docente, o Instituto Politécnico de Leiria "gostaria de desenvolver este tipo de formação mais vezes", atendendo a que "em Portugal existem muitas lacunas nesta área". Para já estão inscritas 30 pessoas, incluindo da ACAPO - Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal e da CEERIA - Centro de Educação Especial, Reabilitação e Integração de Alcobaça, sendo que a actividade, "inclusiva e inovadora, é gratuita e aberta a toda a comunidade", mas exige inscrição prévia.

"Há pessoas cegas que vão estar presentes, o que vai permitir uma maior interacção entre os participantes, cruzando as diferentes perspectivas ou diferentes visões, porque apesar de não verem com os olhos, utilizam outros sentidos para verem", salientou Carla Freire.