Banca

Mutualista aprova venda de 2% do banco Montepio

Proposta aprovada pelo Conselho Geral da Associação Mutualista Montepio Geral indica que a alienação, até ao máximo de 2% do banco, tem de ser feita a entidades do sector social.
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Joana Goncalves

O Conselho Geral da Associação Mutualista Montepio Geral aprovou hoje a alienação de até 2% do capital da Caixa Económica Montepio Geral, passo necessário à entrada da Misericórdia de Lisboa no capital do banco, segundo fonte ligada ao processo.

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A proposta aprovada, com um voto contra e uma abstenção, indica que a alienação tem de ser feita a entidades do sector social.

A aprovação deste ponto no Conselho Geral aconteceu ao fim de cerca de quatro horas de reunião, que começou pelas 15h em Lisboa.

Esta sexta-feira vai decorrer na sede da Associação Mutualista Montepio Geral, na capital, uma cerimónia com a presença da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa em que deverá ser acordada a entrada no capital do banco Montepio.

Em declarações à TVI, na quarta-feira, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), Edmundo Martinho, disse que haverá “a formalização de um contrato de aquisição de uma parte do capital da Caixa Económica Montepio Geral, por um conjunto de instituições, em que se inclui a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa”.

A Misericórdia de Lisboa entrará com “um valor em volta dos 75 mil euros”, acrescentou.

Este investimento da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, a confirmar-se, será simbólico.

Assim sendo, mesmo que outras misericórdias também entrem no capital do banco Montepio, tendo em conta os valores de investimento falados, que são reduzidos, tal significa que para já a alienação do capital da Caixa Económica Montepio Geral ficará bem abaixo dos 2% do capital do Montepio.

A venda de 2% do capital da CEMG significaria um investimento de instituições do sector social de cerca de 36 milhões de euros (isto se se considerar que o banco vale 1.800 milhões de euros).

A entrada da Misericórdia de Lisboa no capital do banco Montepio é um tema que já provocou muita polémica, sobretudo perante as informações do início do ano de que a SCML poderia entrar com 200 milhões de euros em troca de uma participação de 10% na CEMG.

O valor indicado tem-se vindo a reduzir e em Abril o provedor da SCML falava da possibilidade de esta ficar com 1% do capital do banco Montepio em troca no máximo de 18 milhões de euros. Agora, o valor referido pelo provedor são 75 mil euros.

A Associação Mutualista Montepio Geral é o topo do Grupo Montepio, sendo a sua principal empresa a Caixa Económica Montepio Geral, cujo capital detém para já na totalidade.