Sonae Capital vende terreno em Tróia onde Club Med vai construir hotel

Terreno de 100 hectares que será comprado pela Lagune, designado por UNOP3, é onde o Club Med pretende construir um resort com 600 camas, o máximo permitido

Península de Troia, Mar, Península de Tróia
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LM MIGUEL MANSO

A Sonae Capital celebrou hoje um contrato, através do qual se comprometeu a vender a parcela UNOP 3 - Unidade Operativa de Planeamento e Gestão, do Plano de Pormenor de Tróia, por 20 milhões de euros à sociedade Lagune Troia, foi comunicado ao mercado.

“A Sonae Capital informa que, através da sua subsidiária Soberana – Investimentos Imobiliários, celebrou um contrato de promessa, compra e venda nos termos dos quais prometeu alienar a parcela definida no Plano de Pormenor de Tróia como UNOP 3, pelo valor global de 20 milhões de euros, à sociedade Lagune Tróia, detida integralmente pela sociedade de direito francês Lagune”, lê-se no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O UNOP 3, segundo o site da Câmara Municipal de Grândola, tem uma área de 101 hectares e permite a construção de um máximo de 600 camas turísticas. É precisamente esse o local, e a capacidade hoteleira, que está prevista para o investimento de 100 milhões de euros que o Club Med (da Fosun) apresentou há duas semanas ao município.

Conforme avançou ontem o site da publicação Construir, na UNOP 3, junto ao Tróia Golf e nos terrenos do antigo parque de campismo, vai erguer-se o projecto de desenvolvimento do Club Med, “prevendo-se a construção de um novo hotel resort de 5 estrelas até 600 camas viradas para a praia”, afirmou António Figueira Mendes, autarca da Câmara Municipal de Grândola, considerando tratar-se de “um projecto de excelência”.

Já segundo a informação remetida ao mercado esta tarde, o projecto Lagune Troia para a UNOP 3 assenta no “desenvolvimento de um resort de luxo”. A Lagune é uma sociedade de investimento em activos imobiliários, acrescenta a comunicação ao mercado, que possui activos sob gestão de 1.500 milhões de euros, em seis países europeus.

O prejuízo da Sonae Capital agravou-se em 62,1% no primeiro trimestre de 2018 face ao mesmo período do ano anterior, para 7,86 milhões de euros.

O volume de negócios consolidado do grupo ascendeu a 42,32 milhões de euros (mais 32,4% face ao trimestre homólogo) e o EBITDA (resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) mais do que duplicou, atingindo 2,08 milhões, gerando uma margem de 4,9%, uma evolução de 3,7 pontos percentuais face ao mesmo período do ano anterior.