A Tunísia voltou a saber o que é vencer num Mundial

Os tunisinos estiveram a perder mas deram a volta ao resultado.

Os tunisinos festejam um dos seus golos frente ao Panamá
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Os tunisinos festejam um dos seus golos frente ao Panamá LUSA/RUNGROJ YONGRIT

Foi preciso esperar 40 anos e aguardar pelo último jogo da fase de grupos. Foi preciso defrontar o opositor, teoricamente, mais acessível. Mas a Tunísia venceu, pela segunda vez, um jogo num Mundial de futebol em cinco participações. Nesta quinta-feira, contra o estreante Panamá, os tunisinos ganharam por 2-1, despedindo-se da melhor forma da competição.

Na verdade, os africanos marcaram mesmo os três golos do encontro, já que o dos panamianos, o primeiro de uma partida que opôs duas selecções já eliminadas, foi um autogolo (33’): o remate de Rodríguez desviou no corpo de Meriah e traiu o guarda-redes Mathlouthi, o único que a selecção da Tunísia tinha disponível para a partida, já que Moez Hassen lesionou-se num ombro na ronda inaugural da competição, frente à Inglaterra, e Ben Mustapha teve um problema no joelho frente à Bélgica.

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Apesar de jogar melhor a selecção tunisina chegou ao intervalo a perder, deixando o Panamá sonhar que era possível regressar a casa com a primeira vitória da sua história numa fase final de um Campeonato do Mundo.

Só que no segundo tempo, os africanos consumaram a reviravolta. Primeiro por intermédio de Ben Youssef (51’), que ao repor a igualdade marcou o golo 2500 da história dos Mundiais de futebol, iniciada a 13 de Julho de 1930, com um golo do francês Lucient Laurent, no 4-1 ao México.

“Queríamos mesmo conseguir esta vitória e eu queria muito marcar e, felizmente, foi isso que aconteceu”, disse no final do encontro Ben Youssef, eleito o homem do jogo pela FIFA. “Sabíamos que era a primeira vez que o Panamá estava num Mundial, mas isso não significa que tenha sido fácil derrotá-los”, acrescentou.

E, apesar de ter tido muito mais posse de bola do que o seu adversário (64%-36%), o triunfo tunisino só foi consumado aos 66’, por intermédio de um dos seus mais perigosos jogadores: Kahzri.

A vencer, pensava-se que a Tunísia manteria o controlo do jogo sem dificuldades, até porque o Panamá sentiu a saída forçada, pouco depois do intervalo, do seu capitão, Roman Torres, lesionado, e que tinha sido um dos esteios na defesa. Mas a verdade é que os panamianos ainda conseguiram causar alguns calafrios, mas só isso.

No final da partida, o seleccionador da Tunísia, Nabil Maaloul, fez um balanço positivo do que a sua equipa fez na Rússia. “Talvez pudéssemos ter estado melhor no nosso segundo jogo. A nossa exibição contra a Inglaterra foi muito boa, mas contra a Bélgica devíamos ter defendido melhor”, reconheceu antes de concluir que a posição com que regressam a casa era a expectável: “Quando ficámos neste grupo sabia que a nossa melhor hipótese era sermos terceiros.”