Juiz obriga Governo dos EUA a juntar pais e crianças separadas na fronteira

Decisão do juiz também proíbe a separação de pais e crianças, algo que já tinha sido ordenado por um decreto de Donald Trump.

Protesto em El Paso contra a separação das famílias migrantes na fronteira com o México
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Protesto em El Paso contra a separação das famílias migrantes na fronteira com o México LUSA/LARRY W. SMITH

Um juiz federal dos Estados Unidos decidiu na terça-feira que os agentes de imigração norte-americanos já não podem separar os pais e filhos imigrantes que são apanhados a passar ilegalmente a fronteira com o México. Mais: as crianças que foram separadas das famílias devem ser novamente colocadas junto dos pais num prazo de 14 a 30 dias.

O juiz Dana Sabraw deu razão a uma acção da União Americana para as Liberdades Civic (ACLU, na sigla em inglês), que apresentou um processo em nome de uma mãe que foi separada da filha de seis anos, depois de ter chegado ao Novembro aos EUA, onde pediu asilo para escapar à perseguição religiosa de que era alvo na República Democrática do Congo.

Mais de 2300 crianças migrantes foram separadas dos seus pais desde que a administração Trump impôs a política de “tolerância zero” no início de Maio, acusando criminalmente todos os adultos que passem ilegalmente a fronteira, incluindo os que viajarem com crianças.

O juiz Sabraw ordenou que o Governo volte a juntar em 14 dias os pais e as crianças que tenham menos de cinco anos, com o prazo a subir para 30 dias no caso das crianças com mais de cinco anos.

A decisão do juiz, da qual a administração pode recorrer, obrigará os serviços de imigração a agir mais rapidamente para juntar novamente as famílias.

A 20 Junho passado, Trump assinou um decreto para acabar com a separação de pais e crianças na fronteira, mas o Governo ainda não juntou as mais 2000 crianças que ficaram afastadas da família, após a detenção dos pais.