Trump defende que imigrantes "invadem" EUA e devem ser enviados de volta sem processo judicial

“Não podemos permitir todas aquelas pessoas invadam o nosso país. Quando alguém entra, temos de os levar de volta de onde vieram, sem casos de juízes ou tribunais”, escreveu o Presidente dos EUA no Twitter.

Donald Trump, Estados Unidos
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Reuters/KEVIN LAMARQUE

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou este domingo que as pessoas que entram nos Estados Unidos ilegalmente devem ser enviadas de regresso de onde vieram de forma imediata e sem ser necessário qualquer processo legal.

“Não podemos permitir todas aquelas pessoas invadam o nosso país. Quando alguém entra, temos de os levar imediatamente de volta de onde vieram, sem casos de juízes ou tribunais”, escreveu Trump no Twitter. “Não se pode aceitar toda aquela gente a tentar invadir o nosso país. Fronteiras fortes, nenhum crime”.

A Reuters dá conta que a Casa Branca não respondeu a um pedido de esclarecimento, de forma a perceber se Trump defende com esta declaração um alargamento do âmbito das leis da imigração já existentes e se se estava a referir apenas a imigrantes ilegais ou se inclui também as pessoas com pedido de asilo.

"A nossa política de imigração, que provoca risos em todo o mundo, é muito injusta para todas aquelas pessoas que passaram por um sistema legal e estão à espera há anos! A imigração tem de ser baseada no mérito - precisamos de pessoas que ajudem a tornar a América grande outra vez", disse ainda noutro tweet.

Vários críticos apressaram-se a afirmar que uma proposta deste género viola a Constituição americana, que prevê o direito a um processo legal mesmo para estrangeiros.

A legislação americana permite deportações rápidas quando um imigrante é detido a pelo menos 160 km da fronteira e que esteja no país há menos de 14 dias. Aqueles com pedido de asilo têm direito a uma audiência judicial.

As novas afirmações de Trump surgem numa altura em que a sua Administração tem estado debaixo de fogo devido à imposição de uma política de “tolerância zero”, através da qual as pessoas que cruza a fronteira sem documentação são imediatamente detidas. Isto provocou uma situação de crise na fronteira com o México, gerando a separação de milhares de crianças dos seus pais.

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