Violadas cinco mulheres que faziam campanha contra o tráfico de seres humanos

As activistas tinham feito uma peça de teatro de rua junto a uma missão católica e foram raptadas por um grupo em motorizadas, que as levou para um sítio isolado. Polícia deteve dez suspeitos, entre os quais um padre.

Muitos casos de violação não são denunciados por causa do estigma social
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Muitos casos de violação não são denunciados por causa do estigma social ADNAN ABIDI/Reuters (arquivo)

Cinco mulheres indianas activistas contra o tráfico de seres humanos foram raptadas na rua e violadas por vários homens, num sítio isolado num bosque, depois de terem feito uma peça de rua, no distrito de Khunti, em Jharkhand, um estado que fica na região Leste da Índia.

Os atacantes fizeram ainda um vídeo da violação com os telemóveis das vítimas e retiraram-lhes os cartões, antes de lhes devolverem os aparelhos, diz o jornal Hindustan Times

A polícia confirmou que as mulheres, que pertenciam a uma organização não governamental que era apoiada por uma grupo missionário católico, foram alvo de um ataque à mão armada e de um rapto. Segundo o Hindustan Times, foram detidos dez suspeitos - entre os quais um padre da missão, sob a acusação de não ter feito queixa da violação.

“Depois da actuação, elas foram para uma escola missionária local”, disse AV Homkar, um porta-voz da polícia. “Chegaram alguns homens armados que raptaram cinco raparigas da equipa, levaram-nas para a selva e violaram-nas”

Só em 2016 foram registados 40.000 casos de violação na Índia. Mas teme-se que a realidade seja muito pior, já que há um enorme estigma associado à violação das mulheres.