"Diário Económico" e "Semanário Económico" foram únicas marcas da ST&SF a receber licitações

Na origem do processo de insolvência da empresa estiveram os problemas financeiros da casa mãe do grupo de media, a Ongoing Strategy Investments, presidida por Nuno Vasconcellos.

Jorge Jacob Silva Carvalho
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Rui Gaudencio

Os títulos “Diário Económico” e “Semanário Económico” foram os únicos a receber licitações, no valor máximo de 850 e 800 euros, respectivamente, entre as 73 marcas e 53 logotipos do grupo de ‘media’ ST&SF cujo leilão electrónico terminou hoje.

Todas as marcas e logotipos a leilão tinham o valor unitário de 750 euros, sendo o lance mínimo de licitação de 50 euros.

Segundo os dados disponíveis no endereço online da Agência de Leilões Paraíso, o valor da licitação mais elevada recebida para a marca “Diário Económico” foi de 850 euros, enquanto o título “Semanário Económico” recebeu uma oferta de 800 euros, em ambos os casos licitações muito próximas do valor base.

O leilão terminou pelas 11:30 de hoje sem que nenhuma das restantes 71 marcas e 53 logotipos pertencentes à insolvente ST&SF - Sociedade de Publicações Lda. tenha recebido qualquer licitação.

Além do “Diário Económico” e do “Semanário Económico”, da lista de marcas que foram a leilão faziam parte o antigo canal de televisão “Diário Económico TV”, alguns dos suplementos do grupo, como o “Quem é quem”, e jornais distribuídos no Brasil, como “O Dia”, “O Campeão” ou o “Meia Hora”.

Ainda em leilão estavam diversos logótipos, entre os quais muitos relativos a conferências, fóruns e prémios promovidos pelo “Diário Económico” e “Semanário Económico”.

As receitas provenientes desta hasta deverão ser canalizadas para amortizar dívidas da ST&SF, que declarou insolvência em 2016, após ter acabado com a edição em papel do “Diário Económico”, e tem dívidas acumuladas na ordem dos 8,3 milhões de euros a perto de duas centenas de credores, na sua maioria trabalhadores, mas também fornecedores, bancos e Segurança Social.

Na altura, um dos credores chegou a avançar com um Processo Especial de Revitalização (PER) para tentar recuperar a empresa, mas a administração da empresa pediu que este fosse convertido em insolvência.