Bruno de Carvalho e a AG: “Se os resultados forem fidedignos saio”

O líder “leonino” lançou um desafio a Jaime Marta Soares para a AG de dia 23.

Bruno de Carvalho
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Bruno de Carvalho Reuters/PEDRO NUNES

Bruno de Carvalho tinha desafiado Jaime Marta Soares para um debate de esclarecimento aos sócios antes da Assembleia Geral (AG) de dia 23. E, apesar de o presidente da Mesa da Assembleia Geral (MAG) não ter comparecido, o presidente do Conselho Directivo foi à Sporting TV e avançou com as suas explicações.

Depois de ter relatado, segundo a sua perspectiva, o que foram os últimos dias da temporada sportinguista, Bruno de Carvalho lançou um desafio a Jaime Marta Soares. “Amanhã desfaz a comissão de fiscalização que criou e eu a minha e acabamos com os processos instaurados de parte a parte. Desfaz a comissão de gestão. Na AG de dia 23, ele lidera a Mesa da Assembleia Geral com Eduarda Proença de Carvalho e três elementos que eu indico. E se a destituição do Conselho Directivo não for votada marca a AG para debater a alteração estatutária e o orçamento e, a de 21 de Julho, marca eleições para a Comissão de Fiscalização e para a nova MAG.”

Depois de reafirmar que, caso isto não suceda, não marcará presença na AG, Bruno de Carvalho garantiu ainda que deixa o Sporting e não se recandidata se receber um não na AG. Mas acrescentou: “Se tudo for fidedigno” na votação, embora não tenha explicado o que, para ele, é uma votação fidedigna.

Nas explicações sobre o passado, o líder sportinguista começou por justificar o facto de não se ter demitido do cargo porque, se o fizesse, estaria a dar razão aos jogadores que alegaram justa causa para rescindir com o clube, para além de considerar que a Comissão de Fiscalização transitória não tem competências para praticar actos de gestão que não são correntes e, muito menos, suspendê-lo de funções.

Sobre o post crítico que publicou no Facebook após a derrota do Sporting com o Atlético de Madrid, Bruno de Carvalho explicou que havia um acordo entre ele e os jogadores para que houvesse um encontro depois do jogo com o Paços de Ferreira. Só que os jogadores não cumpriram com o que tinha ficado acordado e publicaram um post que, na opinião do líder “leonino”, foi “uma traição entre um conjunto de colaboradores e a sua entidade patronal”. Só depois disto, acrescentou Bruno de Carvalho, “faço um novo post e anuncio os processos disciplinares e a suspensão dos jogadores”.

E ainda em relação ao “post de Madrid”, declarou que “99% dos sportinguistas reviram-se no post.” E que “50% não quis” que o tivesse feito de forma pública. “Por isso o retirei e disse que não o voltaria a fazer”, concluiu.

O presidente do Sporting considerou ainda que foi ele o grande penalizado do “post de Madrid”. “Com o jogo de Paços houve um cartão bordeaux a mim e uma volta olímpica para os jogadores. As consequências do ‘post de Madrid’ foram para mim. Fui assobiado e mal tratado”, declarou. E apontou ainda o dedo a Frederico Varandas, que na altura era o médico da equipa de futebol: “Sabia que tinha uma forte dor nas costas que me levaram a verter lágrimas e abandonou-me no banco de suplentes para ir fazer a volta olímpica.”