Comissão de gestão pede a bancos para não trabalharem com Bruno de Carvalho

Estrutura liderada por Artur Torres Pereira quer realizar auditoria às contas do Sporting.

Torres Pereira, presidente da comissão de gestão, e Marta Soares, presidente da mesa da AG, em segundo plano
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Torres Pereira, presidente da comissão de gestão, e Marta Soares, presidente da mesa da AG, em segundo plano LUSA/ANTÓNIO COTRIM

Depois de ter visto ser-lhe negado o acesso às instalações de Alvalade, a comissão de gestão do Sporting nomeada pela mesa da assembleia geral liderada por Jaime Marta Soares considerou o incidente como um “acto prepotente e autoritário”. E revelou em comunicado que pediu aos bancos que trabalham com o clube para se absterem “de quaisquer operações com o Conselho Directivo suspenso de funções.”

“A comissão de gestão comunicou aos bancos que trabalham com o Sporting Clube de Portugal que se devem abster de quaisquer operações com o Conselho Directivo suspenso de funções, o qual não representa legal e formalmente o Sporting Clube de Portugal. O mesmo se aplica a todas as entidades empresariais ou desportivas que tenham relações de qualquer tipo com o Sporting Clube de Portugal”, pode ler-se num comunicado onde fica também a saber-se que a estrutura liderada por Artur Torres Pereira pretende “tomar as diligências apropriadas para concretizar com celeridade uma auditoria às contas do Sporting.”

Sobre o incidente desta manhã, a comissão de gestão sublinha que se apresentou em Alvalade “para, de pleno direito, exercer a sua actividade no local próprio”. “Essa pretensão foi impedida pelo suspenso Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal, em mais uma violação das recentes decisões judiciais aplicáveis aos órgãos sociais legitima e legalmente reconhecidos como tal”, lê-se no comunicado.

“Face a este ato prepotente e autoritário por parte de quem considera o Sporting Clube de Portugal como sua propriedade e não dos sócios, representados pelos legítimos órgãos sociais, a comissão de gestão apresentará de imediato a devida queixa ao presidente da assembleia geral, e ao tribunal competente, desta violação de decisões e sentenças que são claras quanto à legitimidade desta comissão de gestão”, acrescenta o texto.