Opinião

Cartas ao director

As capelas e as seitas

Muitos professores, por intermédio da designada Iniciativa Legislativa de Cidadãos (INL), conseguiram as necessárias 20.000 assinaturas para obrigar o parlamento a discutir a contagem integral do tempo de serviço ( 9 anos e pouco). Logo veio, pressurosa, uma  estimada deputada do PCP, de seu nome Ana Mesquita, afirmar que o partido não acha que o caminho traçado pela  Iniciativa Legislativa de Cidadãos seja o mais adequado par resolver o problema.  Por outras palavras, para o PCP só contam as estruturas sindicais ( e se for a sua estrutura, ainda melhor) para resolverem os problemas dos professores. Qualquer iniciativa que parta da sociedade civil (não enfeudada a partidos, ou à margem dos sindicatos) não terá o apoio do(s) partidos(s). Neste caso é o PCP que dificulta e que, no entanto, diz “valorizar muito a luta dos professores”, mas quanto a apoio efectivo, nicles.

Assim se vê em  todo o seu esplendor  a força das “capelas” e “seitas” devidamente amestradas que não querem deixar tresmalhar os incréus por caminhos ínvios que não os caminhos salvíficos dos sindicatos… ( isto aqui que ninguém nos ouve e lê: eles-são-correias –de- transmissão- da-engrenagem-da-partidocracia).

António Cândido Miguéis, Vila Real

Os incêndios florestais...

...de há um ano. "Está a fazer-se o que se pode, mas é preciso mais", palavras proferidas ontem, por Marcelo Rebelo de Sousa, em Pedrogão Grande, num aviso, de forma a evitar-se as tragédias, dos incêndios, no ano passado. Precisamente hoje, as temperaturas vão subir, com temperaturas de 40 graus no centro do país, ontem, Elvas, foi a localidade mais quente, com cerca de 38 graus! São de elogiar, as palavras de Marcelo Rebelo de Sousa, são, mas qualquer cidadão comum, vai-se apercebendo, que o Governo e todos os Responsáveis que estão à frente, dos combates aos incêndios, falta fazer muita coisa, para que, o que aconteceu, há um ano, não se repita. O tempo dirá.

Tomaz Cardoso de Albuquerque, Lisboa

A Europa e os migrantes

Eram 10 horas de domingo, em Lisboa, quando o navio Aquarius chegou a Valência com os 629 migrantes, resgatados no mar Mediterrâneo, e que  inicialmente foram rejeitados pela Itália e Malta. Contexto que põe em causa, uma vez mais, a falta de solidariedade da Europa bem como de uma política comum dos seus Estados-membros. Como tal, começa a ser escasso o tempo para que o Velho Continente possa contribuir com uma estratégia credível para gerir as chegadas de requerentes de asilo em consonância com a Organização Internacional das Migrações (OIM) nascida em 1951. Um conjunto de circunstâncias erróneas que levaram há dias atrás a chanceler Angela Merkel afirmar “se não somos capazes de chegar a uma resposta comum aos desafios das migrações, então são as fundações da UE que estão em risco”. Todavia, acresce definir uma metodologia direcionada para aqueles que procuram refúgio na Europa tendo como objetivo diversificar a escolha entre os vários países. Algo que proporcionará, em meu entender, uma estratégia aglutinadora e de coesão europeia e isso fará toda a diferença.

Manuel Vargas, Aljustrel