Professores, polícias e funcionários judiciais pedem a Costa recuperação de carreiras

Sindicalistas foram à residência oficial do primeiro-ministro.

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MIGUEL A. LOPES/LUSA

Professores, polícias, GNR e funcionários judiciais foram nesta quinta-feira à residência oficial do primeiro-ministro pedir a recuperação de quase 10 anos em que as carreiras estiveram congeladas, com António Costa ausente nos Estados Unidos em visita oficial.

O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, disse aos jornalistas que "o tempo de serviço tem que ser contado", uma vez que "as pessoas já trabalharam, o tempo já se cumpriu".

Mário Nogueira indicou que os 3411 dias que as carreiras estiveram paradas significam, em alguns sectores, "dois ou três escalões", o que implica que mesmo ao fim de "40 anos de trabalho" nas carreiras mais longas haja pessoas que não conseguem chegar ao topo das suas carreiras.

Dos ministérios da Educação, Administração Interna e Justiça, a resposta tem sido sempre, com argumentações próprias, que "não pode ser", mas Mário Nogueira lembrou que o Governo Regional da Madeira já propôs, no caso dos professores, a reposição das carreiras até 2025. "Nas carreiras em que o tempo de serviço se converte em pontos, o tempo já foi considerado", indicou, contestando a "discriminação" destes sectores.

Como é o primeiro-ministro que lidera o Governo, é a António Costa que exigem que "resolva o problema" e "assuma o princípio" da contagem do tempo de serviço, também defendido pela Assembleia da República numa recomendação unânime de Janeiro deste ano.

"Não estamos a exigir bonificações, mais tempo ou melhoria de carreiras", indicou, afirmando que estão disponíveis para negociar um prazo para a recuperação do tempo de serviço.

"Não será tudo de uma só vez, porque isso seria insustentável", salientou.

O presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais, Fernando Jorge, afirmou que os representantes dos vários sectores vão esperar para ver a resposta de António Costa e que vão "com certeza continuar a conversar", embora não esteja planeada mais alguma acção concertada.

"Tomaremos as posições convenientes e adequadas, mas isso depois de conversarmos entre nós todos", indicou.