Governo acredita que empresas nacionais vão contornar guerras comerciais

Ministro da Economia destaca crescimento das exportações para os Estados Unidos.

Ministro da Economia acompanha visita de António Costa aos Estados Unividos.
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Ministro da Economia acompanha visita de António Costa aos Estados Unividos. LUSA/NUNO VEIGA

O ministro da Economia afirmou na quarta-feira acreditar que as empresas nacionais vão contornar os efeitos negativos resultantes da decisão dos Estados Unidos de aumentar as tarifas do aço e alumínio para importações da União Europeia.

Manuel Caldeira Cabral, que acompanha a visita aos Estados Unidos do primeiro-ministro, António Costa, assumiu esta posição depois de interrogado pela agência Lusa sobre os efeitos para Portugal decorrentes de uma guerra comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos.

"É cedo para se estimar esse impacto. Mas, em primeiro lugar, esperamos que estas guerras comerciais sejam contidas. Em segundo lugar, esperamos que não afectem a dinâmica muito positiva das empresas portuguesas", respondeu o titular da pasta da Economia.

Manuel Caldeira Cabral preferiu antes salientar que, nos últimos anos, "Portugal tem conseguido crescer nas exportações para os Estados Unidos".

"O que estamos a ver este ano é que esse crescimento continua, quer nas exportações de bens, quer nas exportações de serviços, que incluem produtos tecnológicos, mas também o turismo, que está a ter um crescimento fantástico no mercado norte-americano. Olhamos de forma positiva, quer para a parte do investimento, quer para a parte das exportações. Os Estados Unidos já são o nosso maior mercado fora da União Europeia e tem registado uma evolução muito interessante", alegou o ministro da Economia.

Numa alusão aos resultados da visita do primeiro-ministro aos Estados Unidos, Manuel Caldeira Cabral considerou que "o que se viu, por exemplo em São Francisco, demonstrou o potencial que as empresas tecnológicas têm para potenciar um crescimento enorme da economia e da criação de emprego". "Empresas que há dez anos não existiam hoje estão entre as maiores do mundo", acrescentou Manuel Caldeira Cabral.