Lopetegui apresentado entre lágrimas e críticas no Real Madrid

Florentino Pérez apontou o dedo à federação espanhola, com o novo técnico a emocionar-se ao recordar "o pior dia da vida" desde a morte da mãe.

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REUTERS/Juan Medina

Julen Lopetegui foi esta quinta-feira oficialmente apresentado como treinador do Real Madrid, numa conferência de imprensa que Florentino Pérez, presidente do clube, só pretendia promover dentro de um mês. Uma decisão que levou a uma acusação dirigida à federação espanhola, que o líder dos "merengues" diz ter assumido uma posição “desproporcionada e injusta” face a uma posição “transparente” e que defendeu ser compatível com a de seleccionador no Mundial da Rússia.

Lopetegui pronunciou-se instantes depois, esperando não se emocionar "muito”, pelo que começou por agradecer a confiança e responsabilidade, que assume "com orgulho e força”, num projecto de “máxima exigência”, em que garantiu “dar o melhor para estar à altura da história do clube”.

O discurso de Lopetegui seria, contudo, embargado no preciso momento em que o novo treinador do Real Madrid se referiu ao dia em que foi despedido da selecção: “Foi o dia mais triste da minha vida desde a morte da minha mãe. Mas hoje é o dia mais feliz da minha vida”, assinalou, entre lágrimas.

"A lealdade é dizer a verdade. O acordo tinha que ficar decidido antes do Mundial e não durante. E para mim é claro que o revelei por ser honesto com todos… e os jogadores entenderam perfeitamente", declarou o sucessor de Zinedine Zidane.

“Não há muito a acrescentar. O que nos moveu foi a transparência. Sou uma pessoa leal e isso aprendi-o no Real Madrid. Estou tranquilo relativamente à minha postura, actuámos de forma profissional e honesta. E quando os jogadores souberam, tivemos o melhor treino da semana”, disse o ex-seleccionador espanhol, que gostava que Luis Rubiales, presidente da federação, “tivesse feito as coisas de outra forma”.

Já mais centrado no futuro, pressionado pela pesada herança da conquista de três Champions consecutivas, Lopetegui respondeu sem hesitar à pergunta sacramental.

“Cristiano é o jogador que quero ter sempre ao meu lado e, evidentemente, o melhor do mundo está no Real Madrid”, disparou, deixando ainda uma palavra especial a Sergio Ramos, capitão do Real e da selecção, antes de descrever as emoções do dia em que teve que despedir-se da Rússia.

“Foi um dia surreal. O respeito e o carinho dos jogadores foi o melhor. Lutámos muito pelo Mundial e na última hora fomos excluídos. Mas os jogadores têm um objectivo maravilhoso, que é ganhar o Campeonato do Mundo. E estão preparados, assim tenham a ponta de sorte sempre indispensável".

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