Uber pede patente para sistema capaz de identificar clientes alcoolizados

A hora, local e o modo como o cliente utiliza o telemóvel podem vir a indicar se o cliente se encontra embriagado.

A Uber sublinhou que nem todas as ideias se transformam em funcionalidades
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A Uber sublinhou que nem todas as ideias se transformam em funcionalidades Nelson Garrido

Para já não passa de uma ideia, mas tem tudo para dar que falar: a Uber submeteu para aprovação uma patente para um sistema que permite identificar clientes embriagados ou sob o efeito de estupefacientes.

A tecnologia baseia-se no tratamento da informação recolhida pelos telemóveis e nos padrões de actividade sugestivos de alterações de estado. O pedido de patente prevê que se estabeleçam relações, por exemplo, entre o local e a hora a que é pedida uma viagem – num sábado à noite numa zona de restaurantes ou discotecas haverá maior probabilidade de encontrar um cliente ébrio –, mas também o cruzamento de dados obtidos pelo aparelho, como a inclinação ou forma como o teclado é usado.

O sistema seria capaz de estabelecer o comportamento “normal” do utilizador para, a partir daí, identificar um comportamento “anormal” – como uma pessoa cambaleante ou com dificuldade de escrita, dois sinais sugestivos de embriaguez.

O pedido de patente foi submetido na semana passada e não há, por parte da Uber, qualquer indicação de que a tecnologia venha a ser posta em prática. Uma porta-voz da empresa disse ao jornal The Washington Post que “nem todas as ideias da empresa acabam por se tornar produtos ou funcionalidades”, mas parece certo que, caso venha a ser desenvolvida, volte a trazer ao de cima questões relacionadas com a privacidade dos dados.