O friso dourado da Galeria Madragoa na Art Basel

A galeria portuguesa está pela primeira vez na feira suíça com um trabalho do artista mexicano Rodrigo Hernández.

Museu de arte, Exposição de arte, Serviços de design de interiores
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The Shadow of a Tank, de Rodrigo Hernández, uma instalação composta por vários painéis de latão martelado Sebastiano Pellion di Persano

Uma das novas galerias de Lisboa, a Madragoa, está entre as 16 eleitas que este ano se juntam pela primeira vez à Art Basel, a mais prestigiada feira de arte contemporânea europeia, que abre ao público esta quinta-feira em Basileia, na Suíça. A Madragoa foi seleccionada para a secção Statements, dedicada à arte emergente, numa feira com 290 galerias de 35 países, onde também estão presentes mais duas galerias portuguesas, os veteranos Cristina Guerra e Pedro Cera, ambas de Lisboa.

No pequeno vídeo de apresentação da Galeria Madragoa que podemos encontrar no site da Art Basel, o italiano Matteo Consonni, um dos donos juntamente com o português Gonçalo Jesus, fala da cidade em que abriu uma galeria em 2016, percorre o espaço de exposição onde se pode ver o trabalho da portuguesa Sara Chan Yan e acaba a explicar o grande friso do mexicano Rodrigo Hernández que se poderá ver até domingo em Basileia. “Vamos ficar cercados por uma narrativa dourada”, conta Matteo Consonni ao Ípsilon, a propósito da instalação The Shadow of a Tank, inteiramente produzida em Portugal, na Malveira, ao longo de quatro meses, com o contributo de artesãos especializados em latão martelado.

Matteo Consonni, que no ano passado já vira a sua galeria, com apenas um ano de vida, ser seleccionada para a Liste, uma das feiras satélites da Art Basel e considerada um trampolim para este clube muito restrito, diz que estar presente na secção Statements “é para a galeria um reconhecimento extraordinário pelo trabalho desenvolvido a nível internacional” e “uma oportunidade única para dar visibilidade à instalação do artista Rodrigo Hernández”.

Na secção Galerias, a principal da feira, Cristina Guerra vai mostrar 13 artistas: Juan Araujo, Robert Barry, André Cepeda, Luís Paulo Costa, a dupla João Maria Gusmão e Pedro Paiva, José Loureiro, Matt Mullican, João Onofre, Diogo Pimentão, Lawrence Weiner, Yonamine, Julião Sarmento e Rui Toscano. Cristina Guerra está também presente na secção Unlimited, com curadoria de Gianni Jetzer, apresentando uma grande instalação de Robert Barry juntamente com outras quatro galerias internacionais. Intitulada Changing (2018), o artista conceptual norte-americano mostra aqui um conjunto de 18 pinturas vermelhas. Também na secção principal estará a Galeria Pedro Cera, com trabalhos dos artistas Adam Pendleton, Ana Manso, David Thorpe, Mariele Neudecker, Paloma Varga Weisz e Vera Mota.

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