Rui Moreira diz que há mais moradas para o “quiosque do piorio”

Autarca aconselhou a Worst Tours a candidatar-se à concessão do quiosque da Praça do Marquês do Pombal, que está desocupado

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O "quiosque do piorio" fechou as portas no final de Maio Paulo Pimenta

A Câmara do Porto tem um problema com a Worst Tours e o seu “quiosque do piorio”, que aquela entidade foi obrigada a abandonar no final de Maio? O presidente da autarquia, Rui Moreira, garante que não, e aconselhou mesmo os promotores do projecto que se dedica a mostrar a quem quer o lado menos turístico da cidade, a candidatar-se ao uso de outros quiosques da cidade. “Ainda agora houve uma hasta pública para a concessão de quiosques e pelo quiosque da Praça do Marquês do Pombal ninguém se interessou”, disse, na reunião do executivo desta terça-feira.

As explicações do presidente não convenceram, contudo, o socialista Manuel Pizarro, que levou o assunto à reunião do executivo. Se havia uma alternativa, porque é que ela não foi apresentada aos responsáveis da Worst Tours, em vez de, simplesmente, lhes anunciar que o contrato não seria renovado?, questionou o socialista. “Tivessem concorrido [aos quiosques colocados em hasta pública]”, replicou Rui Moreira.

O autarca afirmou que a câmara “apoiou” o projecto instalado no quiosque amarelo instalado na Avenida Rodrigues de Freitas com a Rua D. João IV (já que a Worst Tours pagava apenas 50 dos 150 euros mensais devidos pelo aluguer do quiosque), e insistiu que a não renovação do contrato se prendeu, exclusivamente, com uma “ideia para o arranjo público daquele local que não passa por manter o quiosque”. “Mas aquela actividade não é replicável noutro quiosque?”, questionou ainda Rui Moreira, garantindo que “não há problema nenhum” se o “quiosque do piorio” se instalar noutro espaço similar disponível.

Numa referência ao artigo que José Pacheco Pereira escreveu no PÚBLICO, sobre a decisão da câmara demolir o quiosque, o autarca disse concordar que o que ali existia era “quase uma residência artística”, afirmando: “Era o que faltava que subitamente nos víssemos inibidos e termos de manter uma residência artística ad eternum”, disse, para logo acrescentar: “Não estou a fechar o projecto”.