FC Porto atrai mais grandes investidores

Procura por dívida do clube excedeu a oferta na emissão de obrigações.

Sérgio Conceição, Rui Vitória, Iván Marcano, Jorge Jesus, Jorge Nuno Pinto da Costa, Iker Casillas, FC Porto, Sporting CP, Vitória SC, Taça de Portugal
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JOSé COELHO/LUSA

A nova emissão de dívida da SAD (Sociedade Anónima Desportiva) do Futebol Clube do Porto, no valor de 35 milhões de euros, atraiu mais grandes investidores, com 133 (4,1% do total) a aplicarem mais de 50 mil euros em obrigações. Na emissão anterior, de Junho do ano passado, houve apenas 60 investidores a superar esta fasquia. Na altura, de acordo com os dados então divulgados pelo Montepio, coordenador da operação, a emissão atraiu 3471 interessados, quando agora esse universo se situou ligeiramente abaixo, com 3212 investidores.

Segundo os dados oficiais divulgados nesta segunda-feira pela Euronext Lisboa, após a sessão de apuramento dos resultados da emissão 2018-2021, a procura excedeu a oferta em 1,87 vezes, já que o interesse chegou aos 65,4 milhões de euros. Assim, houve obrigações que tiveram de ser distribuídas por rateio, no valor de 5,7 milhões de euros. Com reembolso programado para daqui a três anos, a nova linha de obrigações tem um pagamento de juro semestral, com uma taxa de juro nominal bruta anual de 4,75% (a taxa de rendibilidade efectiva, líquida de impostos, é de 3,44%).

Com um preço de cinco euros por obrigação, o mínimo exigido para investir era de cem euros, tendo a esmagadora maioria (58%) investido entre este valor e os mil euros. Outros 309 (9,6%) aplicaram entre 1001 e 5000 euros, 305 (9,5%) entre 5001 e 10.000 euros e mais 601 (18,7%) investiram entre 10.001 e 50.000 euros.  

Fernando Gomes, administrador financeiro dos "dragões", afirmou, de acordo com um comunicado do clube, que o encaixe geral com a emissão desta dívida tem como objectivo “substituir a dívida a curto prazo por dívida a médio-longo prazo”, além de ajudar a financiar a actividade corrente do clube. O sucesso da emissão, afirmou o dirigente portista, explica-se “muito mais pela credibilidade do emitente no mercado do que por paixões clubísticas”. “Ainda no ano passado não ganhámos [o campeonato nacional] e a emissão foi igualmente um sucesso. Há procura das obrigações do FC Porto no país todo. Isso tem a ver com a qualidade do produto que se oferece e com a garantia que o nosso clube oferece”, acrescentou.

Quanto a Pinto da Costa, e ainda de acordo com o comunicado do clube, este recordou que o clube não pode gastar mais do que arrecada em vendas, “prometendo novidades para os próximos dias”.