Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar do INEM fazem greve ao trabalho suplementar

Protesto arranca nesta sexta-feira. Técnicos dizem que a sobrecarga de trabalho suplementar a que estão sujeitos potencia o risco no desempenho das suas funções.

Instituto Nacional de Emergência Médica
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Pedro Cunha

Os técnicos de Emergência Pré-Hospitalar do INEM iniciam às 00h de sexta-feira uma greve ao trabalho suplementar por tempo indeterminado, segundo comunicado do sindicato que representa estes trabalhadores.

O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) justifica esta greve com o facto de estes trabalhadores verem "constantemente desrespeitados os seus direitos".

Entre as reivindicações apontadas pelo sindicato está "o início da negociação e consequente aprovação do Acordo Colectivo de Trabalho apresentado pelo STEPH em Janeiro de 2017".

A contratação de Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar é outra reivindicação, com o sindicato a considerar "urgente a contratação de 450 técnicos de Emergência Pré-Hospitalar".

"A sobrecarga de trabalho suplementar que os técnicos de Emergência Pré-Hospitalar sofrem actualmente traduz-se numa diminuição dos dias de descanso, aumentando o desgaste físico e psicológico, potenciando um risco acrescido no desempenho das suas funções", pode ler-se no comunicado.

O sindicato pretende a regularização de créditos de horas, recordando que "o INEM apresenta uma dívida aos técnicos no que concerne à regularização e pagamento dos direitos inerentes ao trabalho em horário suplementar".

"O INEM apresenta um elevado número de incongruências na definição das escalas de serviço, nomeadamente na atribuição dos descansos, reflectindo-se no saldo de horas mensal, que em alguns casos se reportam a 2015", adianta.

A revisão imediata das condições de trabalho e a renovação da frota de ambulâncias e motociclos são outras das reivindicações que estão na base do protesto.