Universidades nacionais em alta no maior ranking mundial

Emprego dos diplomados penaliza as seis representantes portuguesas, que ainda assim conseguem melhorar os seus resultados em relação ao ano passado na lista da CWUR.

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A Universidade de Lisboa está 220.º lugar e a Universidade do Porto surge sete posições abaixo Bruno Lisita

As seis universidades portuguesas que têm lugar no ranking do Centro para os Rankings Universitários Mundiais (CWUR, na sigla internacional), o maior do género, conseguem todas melhorar a sua prestação em relação ao ano passado. Os resultados, que são divulgados esta segunda-feira, mostram que é a investigação científica a alavancar a prestação nacional, enquanto o emprego dos diplomados penaliza os seus resultados.

As duas melhores representantes nacionais estão no primeiro terço da tabela, com a Universidade de Lisboa em 220.º e a Universidade do Porto sete posições abaixo. A Universidade de Coimbra está na 403.ª posição.

Segue-se a Universidade Nova de Lisboa (439.º), que é a universidade portuguesa com a maior subida no ranking em relação ao ano passado, melhorando 155 posições. Ultrapassa assim as universidades do Minho (que é agora 522.ª) e de Aveiro (551.ª).

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Entre os sete indicadores em que se baseia esta lista, aquele em que as instituições nacionais estão claramente pior colocadas é no da empregabilidade. Cinco das seis universidades estão abaixo da posição 1000 no que toca ao emprego dos seus diplomados. A única excepção é a Universidade do Porto no lugar 655, ainda assim bastante abaixo do seu ranking global.

Performance na investigação científica

O resultado das instituições portuguesas é conseguido sobretudo à custa da sua performance na investigação científica. As seis universidades surgem entre as 500 melhores do mundo em termos de resultados da investigação (“research output”) e as universidades de Lisboa e Porto estão mesmo nas 200 melhores (109.ª e 179.ª, respectivamente). A Universidade de Lisboa está também em destaque nos critérios de qualidade das publicações (154.ª) e número de citações (167.ª).

O presidente da CWUR, Nadim Mahassen, sublinha a investigação como um “factor-chave” para as instituições nacionais e deixa um aviso: “Será cada vez mais difícil competir no futuro com universidades que fazem investigação intensiva se o Governo não aumentar o investimento na investigação científica.”

Portugal também não consegue ter o mesmo tipo de resultados quando é avaliada a qualidade da formação. Ainda que apenas três universidades sejam listadas neste parâmetro, as universidades de Lisboa e Coimbra têm prestações muito abaixo do seu ranking global – 622.º e 659.º, respectivamente.

Só a universidade do Porto consegue um resultado de relevo na avaliação da qualidade do ensino, surgindo no lugar número 195. O corpo docente da universidade do Porto é também considerado o 191.º melhor do mundo neste ranking.

Em termos globais, o top 10 do ranking da CWUR é dominado pelas instituições norte-americanas, com oito das dez melhores universidades, um panorama que tem vindo a ser habitual desde a criação desta lista. Ainda assim, o número de instituições dos EUA na primeira metade da tabela caiu 11%. São agora 213 nas 500 melhores.

Harvard é a primeira universidade do ranking, seguindo-se Stanford e o Instituto de Tecnologia do Massachusetts (MIT), todos nos Estados Unidos. Em seguida, aparecem as únicas duas representantes britânicas no pelotão da frente, as Universidades de Cambridge e Oxford.

O ranking da CWUR é a maior lista internacional deste tipo, com 1000 instituições e é elaborado pelo Centro para os Rankings Universitários Mundiais, uma instituição com sede na Arábia Saudita, desde 2012. Ao todo, neste ano surgem nesta lista universidades de 61 países. O ranking completo pode ser consultado em http://cwur.org/2018-19.php