Matosinhos quer cuidados veterinários mais baratos para quem adopta bichos abandonados

A autarquia irá estabelecer protocolos com clínicas veterinárias do concelho com a finalidade de reduzir os custos das despesas associadas aos cuidados necessários após adopção, para incentivar o resgate de animais de companhia.

Cão de raça, Cão, Paulo Pimenta
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Paulo Pimenta

As despesas com cuidados veterinários decorrentes do acolhimento de um animal de estimação abandonado podem funcionar como factor inibidor para a acolhimento de um animal de companhia. Partindo deste princípio, a Câmara Municipal de Matosinhos aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira, em reunião pública do executivo, a intenção de serem estabelecidos protocolos com as clínicas veterinárias do concelho no sentido de beneficiar, a nível de custos associados ao processo de adopção, quem acolhe um animal de companhia.    

Esta medida, de acordo com o documento levado a votação, será posta em prática com a colaboração das clínicas do município que assinarem o protocolo. Sai beneficiado com este programa quem adoptar um animal abandonado do Centro de Recolha Oficial de Animais de Matosinhos (CROAM).

Na sequência da Lei nº 272016, de 23 de Agosto, que aprova medidas para a criação de uma rede de centros de recolha oficial de animais, que tem em vista a modernização dos serviços municipais de veterinária e que proíbe o abate de animais errantes como forma de controlo de população, privilegiando a esterilização, assegurada já pelo CROAM nos casos de adopção responsável, falta garantir que os detentores destes animais resgatados cumpram os exames veterinários de rotina, vacinações e desparasitações de forma a que os custos não sejam elevados ao ponto de se tornarem impraticáveis.

Para que o recurso à prestação de serviços veterinários e também para que os custos associados aos mesmos não se torne factor inibidor para que o passo para a adopção seja dado, este protocolo servirá para tornar a despesa mais amiga do adoptante, já depois de iniciado o processo de adopção. Estes descontos prevêem, além do suporte básico, também casos de saúde mais complicados, nomeadamente em casos de necessidade de cirurgias.

Como o CROAM não dispõe de condições logísticas para dar este tipo de resposta ao público em geral, servirão estas parcerias para que esta necessidade seja colmatada a preços mais reduzidos, mediante protocolos de colaboração celebrados com os Centros de Atendimento Médico-Veterinários.

Obras do CROA do Porto já estão em marcha

Em 2015 a Câmara Municipal do Porto tinha anunciado que o edifício da Rua de S. Dinis, que alberga o canil, não tinha condições para funcionar e teria de encerrar. No ano passado a autarquia deu conta de que no primeiro trimestre deste ano as obras arrancariam em Campanhã, onde nascerá o Centro de Recolha Oficial de Animais (CROA), que irá substituir o antigo canil.

Dentro do calendário estabelecido, foi dado, esta semana, o primeiro passo para essa mudança. A empreitada consignada à empresa municipal de Gestão e Obras do Porto - GO Porto já arrancaram. Naquela zona da cidade, nascerá um novo espaço construído de raiz com cerca de 3000 metros quadrados, que contempla uma secção para os serviços oficiais e para a adopção. De acordo com o site noticioso da autarquia, O CROA, orçado em cerca de 1,5 milhões de euros, estará equipado com um bloco cirúrgico para esterilização de cães e gatos, uma sala de enfermagem independente para tratamento e acompanhamento clínico dos animais alojados, zonas de exercício e sociabilização e uma área de tosquia e higienização e duplicará a capacidade de 94 para 220 espaços (boxes) destinados ao abrigo de animais.