Doenças circulatórias e tumores são responsáveis por mais de metade das mortes em Portugal

Houve uma diminuição de 13% dos suicídios e um aumento de 2,7% nas mortes por tumor maligno. O INE divulgou nesta terça-feira as Causas de Morte em 2016.

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sergio azenha

Doenças do aparelho circulatório e tumores malignos foram os responsáveis por mais de metade (54,2%) das 110.970 mortes registadas em Portugal em 2016, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados nesta terça-feira.

As doenças circulatórias mataram mais mulheres, fazendo 32.805 vítimas (55,1%), do que homens, com a idade média de morte situada nos 81,1 anos.

Em relação a 2015, houve uma pequena descida de 0,2%, mas mesmo assim perderam-se 47.923 potenciais anos de vida para as doenças circulatórias, segundo os cálculos do INE.

Na publicação Causas de Morte, referente a 2016, o INE nota, por outro lado, que houve um aumento de 2,7% nas mortes por tumor maligno em relação a 2015, subindo para 27.357, com uma idade média de 73,1 anos. "O número de anos potenciais de vida perdidos devido às mortes por tumores malignos foi 111.072 anos."

Os tumores malignos da traqueia/brônquios/pulmão e os do cólon, recto e ânus foram os mais mortíferos. Tiraram a vida a mais de 8000 pessoas.

Já as doenças do aparelho respiratório fizeram 13.474 mortes em 2016, praticamente o mesmo do que ano anterior, atingindo mais os homens (52,2%) e, em 9,9% dos casos, antes dos 70 anos.

Menos suicídios

Globalmente, os 110.970 óbitos no país (397 de residentes no estrangeiro) representam um aumento de 1,9% face 2015. As mortes por doença explicam 95,6% do total de óbitos. As causas externas de lesão e envenenamento estiveram na origem de 4,4% e destas destacam-se os acidentes e sequelas, com 2,6%, e "as lesões autoprovocadas intencionalmente e sequelas (suicídio), com 0,9%".

Os 981 suicídios em 2016 representaram uma descida de 13,3% em relação ao ano anterior. "Cerca de 76% das mortes por esta causa foram de homens, apurando-se uma relação de 324,7 óbitos masculinos por 100 femininos, e correspondendo a 1,3% do total de óbitos de homens no país", acrescenta o INE. A idade média ao óbito por suicídio foi 59,9 anos (59,4 para os homens e 61,3 para as mulheres).