Meghan Markle

Um casamento real, moderno e cheio de significado

Harry e Meghan, os novos duques de Sussex, casaram ao meio-dia, numa cerimónia ecuménica, onde a noiva caminhou sozinha até junto do noivo e um coro gospel cantou Stand By Me.
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Foi um dia animado na pequena cidade de Windsor, onde dezenas de milhares de pessoas se concentraram para cumprimentar o príncipe Harry, 33 anos, e Meghan Markle, 36 anos. Os novos duques de Sussex – título atribuído pela rainha –, sempre sorridentes, casaram ao meio-dia na Capela de S. Jorge, numa cerimónia ecuménica cheia de significado, com cerca de 600 convidados, entre grandes nomes de Hollywood, atletas e membros da família real.

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O aguardado beijo aconteceu logo à saída da capela, antes do casal partir para um cortejo de cerca de meia hora pelas ruas de Windsor, numa carruagem Ascot Landau. As celebrações dividiram-se depois em duas recepções: uma organizada pela rainha Isabel II, logo após a cerimónia, no Castelo de Windsor, à qual se seguiria outra organizada pelo príncipe Carlos, o pai, ao final da tarde, em Frogmore House, para um número mais reduzido de convidados.

Seguida do grupo de pajens e damas de honor, Markle entrou sozinha na capela, juntando-se depois ao futuro sogro, o príncipe de Gales, apenas a meio do caminho. O gesto feminista da actriz – que em 2015 se tornou representante das Nações Unidas para a igualdade de género – já era esperado, depois de uma semana marcada pelas notícias que o pai, afinal, não iria estar presente.

Parte do momento em que a Meghan se juntou ao Harry fugiu às câmaras, mas foi possível ver que, ao contrário do que aconteceu em 2011, no casamento de William e Kate, ninguém depositou a mão da noiva na mão do futuro marido. 

Foi a cargo de Clare Waight Keller, a primeira mulher à frente da direcção criativa da Givenchy, que ficou o vestido da noiva. Markle optou por um design simples e elegante, um decote em barco e mangas de três quartos. No véu de cinco metros de tule de seda foram bordadas à mão flores representativas da flora dos 53 países da Commonwealth. A segurar o véu, estava ainda a tiara de diamantes que pertenceu à rainha Maria, mulher de Jorge V (e trisavó de Harry). Foi emprestada à noiva pela rainha Isabel II.

A efusiva homilia do chefe da Igreja Episcopal norte-americana Michael Bruce Curry foi um dos momentos altos da cerimónia. Durante cerca de 13 minutos, o bispo falou sobre como o amor é como o fogo, citou Martin Luther King, mencionou a escravatura no EUA e descreveu as tecnologias modernas que nos ligam – enquanto discursava espreitando para o seu tablet. Apesar das caras austeras da realeza, o consagrado pregador ainda conseguiu roubar alguns sorrisos aos noivos e mesmo risos aos convidados. Esta foi uma cerimónia onde houve um equilíbrio entre a música clássica e o gospel.

Do lado de Meghan Markle, no coro da igreja, sentaram-se figuras como George e Amal Clooney, Oprah Winfrey e Serena Williams. Do lado de Harry, a rainha Isabel II e todos os principais membros da família real. No casamento estiveram ainda presentes David e Victoria Beckham, o cantor James Blunt, o apresentador James Corden, a actriz Priyanka Chopra e duas das ex-namoradas de Harry. Ao contrário do que acontece noutros casamentos reais, o casal optou por não incluir uma lista de líderes políticos.

A meio da tarde, a conta do Twitter do Palácio de Kensington já tinha mudado a fotografia e descrição, passando agora a incluir Meghan Markle. Como o próprio príncipe Harry mencionou recentemente, quando foi nomeado embaixador da juventude da Commonwealth, espera-se que a norte-americana se junte a si, no trabalho a serviço da coroa. Harry e Meghan são a nova dupla de Kensignton.