Vídeo das agressões pode ter sido editado, avisa advogado

Sporting CP, Primeira Liga, CD Aves
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André Gonçalves (esquerda) e Paulo Silva (direita), arguidos do processo à entrada no DIAP do Porto LUSA/RUI FARINHA

O advogado de vários suspeitos do ataque aos jogadores e equipa técnica do Sporting, Pedro Madureira, admite que as imagens do vídeo de segurança possam ter sido editadas.

O vídeo na posse da direcção do clube mostra o momento da agressão e saída dos agressores, mas não a entrada do grupo na academia de Alcochete. "Não acredito que [as câmaras de vigilância] estivessem desligadas. Se calhar não estão cá as imagens todas", disse aos jornalistas. "Não acredito que estivessem desviadas [para outro lado], mas não vi essas imagens", continuou. "Só vi fotogramas, não o vídeo." Questionado sobre se as imagens foram editadas, Pedro Madureira respondeu: "Provavelmente."

Os 23 suspeitos detidos – que são apenas parte das pessoas envolvidas nas agressões – começaram ontem a ser ouvidos por um juiz no Tribunal de Instrução Criminal do Barreiro. Segundo um comunicado do tribunal, esta quinta-feira foram quatro os arguidos a prestar declarações. Espera-se que outros cinco façam o mesmo durante esta sexta-feira, enquanto os restantes suspeitos deverão remeter-se ao silêncio. Entre eles estão membros da Juventude Leonina, claque que já se demarcou do sucedido. O tribunal revelou que, além da alimentação necessária, providenciou para que os arguidos pudessem ter acesso à sua higiene, designadamente a um banho, tendo as respectivas famílias feito ali chegar uma muda de roupa.

Sobre os arguidos impendem indícios criminais de ameaça agravada, ofensa à integridade física qualificada, sequestro, dano com violência, detenção de arma proibida agravado, incêndio florestal, resistência e até terrorismo.