A moda portuguesa, na final da Eurovisão

As quatro apresentadoras exibiram em palco peças de criadores nacionais, à semelhança do que sucedeu nas meias-finais. Durante o espectáculo tiveram uma mudança de roupa.

Dance, teatro musical
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As quatro apresentadoras voltaram a usar peças de criadores portugueses LUSA/JOSE SENA GOULAO

Ainda que as atenções estivessem focadas nas vozes e na cenografia dos 26 artistas internacionais, a moda portuguesa também esteve em exibição na final da Eurovisão, este sábado. Tal como aconteceu nas duas cerimónias das meias-finais, as quatro apresentadoras apostaram em criações de estilistas portugueses. Durante o espectáculo mudaram de roupa uma vez.

Daniela Ruah começou a noite com um vestido João Rôlo Couture num tom esmeralda, com uma saia mais curta à frente e uns sapatos do mesmo criador, a condizer. No Instagram, a actriz partilhou ainda um esboço do primeiro modelo. Mais tarde, mudou para um vestido preto brilhante de mangas compridas.

Sílvia Alberto pisou pela primeira vez o palco do Altice Arena com um esvoaçante vestido brilhante do designer Gio Rodrigues e umas sandálias do criador português Luis Onofre. Depois, trocou para um vestido azul com uma racha à frente e um profundo decote em V, da marca Storytailors – que tinha, aliás, criado o vestido para a primeira meia-final.

Catarina Furtado e Filomena Cautela mantiveram-se fiéis aos mesmos designers – Nuno Baltazar e a dupla Alves/ Gonçalves, respectivamente – ao longo das três cerimónias. Catarina Furtado mostrou primeiro uma espécie de macacão curto preto com uma longa cauda atrás e um decote assimétrico, combinando-o com umas sandálias da marca portuguesa Samelli e uma bandolete no cabelo. Abertas as votações, trocou para um vestido encarnado e dourado, com uma racha à frente.

Filomena Cautela começou a noite com um vestido longo com um efeito metalizado e iridescente e um decote profundo em V. Mais tarde, mudou para um criação igualmente metalizada, mas em tons de bronze e combinou as duas peças com sapatos Luis Onofre.

Nos bastidores, a presença de Jean-Paul Gaultier fez-se notar – tirou inclusive uma selfie com Eleni Foureira, de Chipre.  O respeitado criador francês foi responsável pelo guarda-roupa da dupla Madame Monsieur. "A canção deles seduziu-me", conta ao Le Monde. "É fabuloso poder escolher um tema como este [o título, Mercy, relata o nascimento de um bebé a bordo de um navio humanitário].  E o visual deles, calças pretas, camisola preta, era perfeito. Tão anti-Eurovisão!".

No guarda-roupa, destacou-se ainda a artista da Estónia, Elina Nechaieva, que construiu a cenografia da actuação a partir de um vestido sobre o qual eram projectados efeitos visuais a acompanhar a música. O vestido era uma criação da estilista que vive na Estónia, Kristina Viirpalu.