Homem que invadiu palco é um activista político e está detido

Um homem furou a segurança no Altice Arena, durante a actuação de SuRie, do Reino Unido, e interrompeu a cantora. Apesar da oferta da organização, a britânica não vai repetir a actuação.

Concerto, teatro musical
Fotogaleria
LUSA/JOSE SENA GOULAO
Matthieu Chedid, Concerto rock, Cantor e compositor, Teatro musical
Fotogaleria
LUSA/JOSE SENA GOULAO
Matthieu Chedid, Concerto rock, Cantor e compositor, Teatro musical
Fotogaleria
LUSA/JOSE SENA GOULAO

Um homem não identificado subiu ao palco durante a actuação da representante do Reino Unido. O homem dirigiu-se à cantora SuRie, durante a música Storm, e tirou o microfone à intérprete, interrompendo-lhe a actuação no Altice Arena, em Lisboa, onde decorre a final da Eurovisão 2018.

Mais tarde, a imprensa britânica identificou o homem como sendo um rapper e activista político conhecido como Dr A.C. No seu site, chamado DrACactivism, descreve-se como sendo um “filósofo” e autor de sete livros.

O invasor foi retirado por um elemento da organização. A cantora prosseguiu com a actuação e foi fortemente aplaudida no final. Segundo a BBC, o homem pareceu dizer "Medias nazis do Reino Unido, exigimos liberdade." A organização convidou a cantora a repetir a actuação, mas esta decidiu não regressar ao palco. 

No início da noite, o jornal britânico sobre famosos Daily Star tinha noticiado que a cantora tinha sido ameaçada e estava a ser acompanhada por quatro elementos das forças especiais britânicas. Dos 26 países a concurso, 11 delegações estariam a ser acompanhadas com medidas especiais devido ao risco de segurança. 

De acordo com informações recolhidas junto do porta-voz do comando distrital da PSP, o homem que invadiu o palco estava no Altice Arena como espectador. "Trata-se de um cidadão estrangeiro e neste momento está sob custódia da polícia", disse o intendente Hugo Palma, adiantando que o homem já não se escontra no espaço onde se realiza o festival. A PSP aguarda agora a comunicação da RTP, organizadora do festival, "se quer apresentar queixa formal para que se manter a detenção", explicou o porta-voz da PSP. 

Em 1964, em Copenhaga, um invasor de palco não deixou dúvidas ao que ia. "Boycott Franco & Salazar", lia-se no cartaz que exibiu no ano da estreia portuguesa na Eurovisão. Com Mário Lopes