Chineses da EDP vão “continuar a trabalhar” com Mexia

Num primeiro comentário à oferta pública de aquisição lançada sobre a EDP, o responsável máximo da China Three Gorges destaca o empenho “em preservar a identidade portuguesa” da eléctrica.

Antonio Luis Guerra Nunes Mexia
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Rui Gaudencio

A China Three Gorges anunciou esta sexta-feira o lançamento de uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a totalidade do capital da EDP por um preço de 3,26 euros por acção, que representa um prémio de 11% face ao valor da cotação dos últimos seis meses e está acima dos 3,11 euros com que os títulos fecharam na sessão de hoje.

Num primeiro comentário à operação,  Lu Chun, o “chairman” da China Three Gorges Corporation, a empresa-mãe da CTG, sublinhou, em comunicado enviado às redacções, que “a oferta representa uma proposta económica atraente para os accionistas da EDP. Adicionalmente, destaca que o grupo está “fortemente empenhado em preservar a identidade portuguesa da EDP, cotada na Bolsa de Valores de Lisboa e sedeada em Portugal”.

Sobre a actual gestão liderada por António Mexia, a CTG não deixa dúvidas: “A CTG continuará a trabalhar com a equipa de gestão” no sentido de “reforçar a posição da EDP como um dos principais players [agentes] globais no sector eléctrico”.

António Mexia foi recentemente reconduzido na liderança da eléctrica numa assembleia geral que contou com o esmagador apoio dos accionistas presentes, em especial a CTG.

A empresa que já controla 23% da EDP faz questão de deixar ainda uma palavra, através de Lu Chun, para fornecedores e trabalhadores. “Pretendemos fortalecer a colaboração industrial que nos tornou parceiros de sucesso e contribuidores para a economia portuguesa”, sublinha, acrescentando que pretender “também criar oportunidades atraentes para todos os funcionários da EDP”.