Governo “não tem nada a opor” a potencial OPA de consórcio chinês sobre a EDP

“O Governo não tem de ser informado o Estado não tem nenhuma participação na empresa. Deixemos o mercado funcionar", disse o hoje o primeiro-ministro

António Costa, Portugal
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LUSA/MÁRIO CRUZ

O Governo português não tem "nada a opor" a um potencial oferta de um consórcio chinês com a China Three Gorges sobre a EDP-Energias de Portugal, sendo uma questão que os accionistas, disse hoje o primeiro-ministro, realçando que o mercado tem de funcionar, noticiou a agência Reuters.

A Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), após o fecho do mercado, suspendeu hoje as acções da EDP e da EDP Renováveis, após o Expresso ter avançado que um consórcio chinês, incluindo a CTG, estava a preparar uma OPA.

"Nós não temos nada a opor, não temos nenhuma reserva ...os investidores chineses têm sido bons investidores quer na REN, quer na EDP, quer em outros. Nós somos um país aberto não temos uma visão fechada", disse o primeiro-ministro, que falava aos jornalistas aquando da votação nas eleições diretas para o cargo de secretário-geral do PS, na Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL). "O Governo não tem de ser informado o Estado não tem nenhuma participação na empresa. Deixemos o mercado funcionar", frisou.

António Costa adiantou ainda que os investidores chineses "têm sido muito respeitadores" da realidade portuguesa, "têm tido uma actuação correcta e empenhada", sendo esta questão dos accionistas, e não do Estado.

"O que é importante todos sabermos, e o que devemos estar interessados, é o que é que os accionistas que propõem lançar uma OPA propõem fazer com a empresa, qual o futuro que vêem para a empresa e que ambição para o desenvolvimento da empresa. Espero que seja uma boa ambição para a nossa economia", afirmou, citado pela Lusa.