Inês Fortunato começou com as almofadas e já vai nos biquínis Caia

Negócio de praia tem vindo a crescer consoante as necessidades da empresária e dos seus clientes.

Flor
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Inês Fortunato começou o seu negócio com capitais próprios, hoje tem duas funcionárias
Estante
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Pormenor da loja que abriu em Lisboa
Necessaire Jane, 34 euros
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Nécessaire Jane, 34 euros
Biquíni
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Biquíni, 92 euros
Lancheira XL Kite, 79,90 euros
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Lancheira XL Kite, 79,90 euros
Fato-de-banho
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Fato-de-banho, 110 euros
Mochila Cabana, 64,90 euros
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Mochila Cabana, 64,90 euros
Bikini
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Biquíni, 92 euros
Almofada Alegria, 24 euros
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Almofada Alegria, 24 euros
Bikini
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Fato-de-banho, 110 euros
Almofada Tucan, 24 euros
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Almofada Tucan, 24 euros
Calcinha, calcinha
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Todos os fatos-de-banho são reversíveis, 110 euros
Serviços de design de interiores, Cabide para roupa
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Pormenor das peças sem costuras e reversíveis
Almofada Catus, 30 euros
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Almofada Catus, 30 euros
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Biquíni, 92 euros
Almofafa Ibo, 24 euros
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Almofafa Ibo, 24 euros
Prateleira, Cabide, Serviços de design de interiores
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Todos os produtos têm padrões que combinam
Almofada Cabana 30 euros
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Almofada Cabana 30 euros
Biquíni, maiô de uma peça
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Fato-de-banho, 110 euros
Prateleira, Janela, Serviços de Design de Interiores
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A loja física em Lisboa e online

Inês Fortunato já contou a sua história vezes sem conta. Por isso, começa com um "vou meter a cassete" e desbobina como tudo começou: não encontrava almofadas de praia que não fossem brindes publicitários e decidiu criar a sua. Embora confesse que não sabe coser um botão, o negócio vingou e, seis anos depois, esta semana, abriu a primeira loja física em Lisboa onde se encontram, pela primeira vez, biquínis e fatos-de-banho. A Caia, é assim que se chama a marca, que já era um negócio focado na praia, entrou no swimwear.

Em 2012, Inês Fortunato, que trabalhava em marketing e publicidade percebeu que havia uma lacuna no mercado: não existiam almofadas para a praia. Comprou tecidos nos EUA e em Inglaterra e mandou fazer almofadas impermeáveis e duradouras. Não foi fácil vendê-las, não porque o público não as quisesse, mas porque as lojas eram resistentes à sua venda. "É difícil fazer as pessoas acreditarem", justifica. Mas a empresária foi persistente e além das lojas físicas, criou o seu próprio site a partir do qual vende para os quatro cantos do mundo.

Inês Fortunato sabe que o negócio de beachwear é sazonal – vende mais no Verão do que no Inverno –, mas quando não vende em Portugal ou em Espanha, consegue fazê-lo para o México ou para a Austrália, tendo já clientes nos quatro cantos do mundo.

O negócio foi crescendo à medida das suas necessidades. "A Caia cresce comigo. Quando comecei tinha 24 anos e precisava de uma almofada de praia. Entretanto já tenho uma filha e estou grávida, precisava de uma lancheira, preciso de um fato-de-banho para mim, para poder correr atrás das crianças na praia, e para os miúdos", diz com um sorriso na voz, antecipando assim que, no próximo ano, a novidade será a colecção de fatos-de-banho para crianças.

O swimwear está pensada para um cliente entre os 25 e os 40 anos. Tal como aconteceu com as almofadas e com outros produtos que entretanto foram nascendo como as lancheiras, mochilas e nécessaires térmicas, a ideia é ter modelos únicos e muitos padrões – se antes os tecidos chegavam de fora, hoje são desenhados na Caia e feitos em fábricas do Norte do país. Inês Fortunato começou o seu negócio com capitais próprios e hoje emprega mais duas pessoas.

Assim, foi criado um modelo de biquíni (92 euros) – "o tradicional com a parte de cima em triângulo" –, e um de fato-de-banho (110 euros) de "linhas muito simples, mas sofisticado na mesma", já que "less is more". A aposta é nos padrões. As peças não têm costuras e são reversíveis. "Vai de fim-de-semana e leva só um biquíni, sábado usa um padrão e no domingo usa outro", sugere a empresária, que sabe que a produção de biquínis portugueses está na moda, mas está convencida que há lugar para as suas propostas. "Há muitas marcas mas há espaço se nos diferenciarmos", conclui.