CDS quer ouvir no Parlamento coordenador demissionário do Centro Nacional de Cibersegurança

Deputada centrista diz que Pedro Veiga se demitiu porque há falta de investimento e financiamento.

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daniel rocha

O CDS-PP anunciou nesta quinta-feira que pediu a audição parlamentar de Pedro Veiga, cuja demissão do cargo de coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) foi conhecida na quarta-feira.

"O CDS estranhou a coincidência da sua demissão com o início dos exercícios de resiliência dos sistemas ao ciberataques, mas hoje percebeu-se porque é que se demitiu: porque há falta de investimento e financiamento nestas matérias", acusou a deputada democrata-cristã Vânia Dias da Silva, em declarações aos jornalistas no parlamento.

A deputada salientou que "o CDS tem sido pioneiro no ataque a estas questões" e defendeu que se trata de "uma matéria vital de segurança".

"Em matérias vitais de segurança, este Governo tem falhado clamorosamente e as demissões sucedem-se em catadupa, à velocidade de uma por dia", criticou a deputada, numa referência à demissão conhecida esta semana do comandante operacional da Autoridade Nacional de Protecção Civil.

Além da audição parlamentar de Pedro Veiga na Comissão de Assuntos Constitucionais, o CDS pretende também pedir esclarecimentos à ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques, que tutela esta área.

A nomeação do substituto de Pedro Veiga será anunciada brevemente, de acordo com uma informação difundida na quarta-feira pelo gabinete da ministra, que agradeceu "o contributo inestimável de Pedro Veiga para o trabalho nesta área, ao longo destes dois anos".

Pedro Veiga é pioneiro da Internet em Portugal, professor no Departamento de Informática da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCCN) e estava à frente do CNCS desde a sua formação, em 2016.

A demissão surgiu no dia em que teve início o primeiro exercício a nível nacional de cibersegurança, em Lisboa.

O Centro Nacional de Cibersegurança está entre quarta-feira e hoje a testar o "grau de preparação" de várias entidades públicas e privadas a um ciberataque.