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Afinal, Trump não vai a Jerusalém. Ivanka viaja em representação do pai

O Presidente dos EUA não vai assistir à inauguração da nova, e polémica, embaixada norte-americana em Israel, marcada para a próxima semana.

Ivanka e o marido vão representar Donald Trump na inauguração da nova embaixada norte-americana em Israel
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Ivanka e o marido vão representar Donald Trump na inauguração da nova embaixada norte-americana em Israel Reuters/Carlos Barria

Afinal o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não vai assistir à inauguração da embaixada norte-americana em Jerusalém, na próxima segunda-feira. Depois de ter dito que estava “muito orgulhoso” de ter dado o passo que anteriores presidentes norte-americanos “não tiveram coragem” de dar, transferindo a embaixada dos Estados Unidos em Israel de Telavive para Jerusalém, e de ter admitido assistir à inauguração, Trump ficou de fora da lista de nomes que compõem a delegação norte-americana e que foi divulgada na segunda-feira pela Casa Branca.

O Presidente dos Estados Unidos vai fazer-se representar pela filha, Ivanka, e pelo genro, Jared Kushner, numa delegação chefiada pelo secretário de Estado em exercício, John Sullivan, e onde também estarão o secretário de Estado do Tesouro, Steven Munchin, o embaixador dos Estados Unidos em Israel, David Friedman, e Jason Greenblatt, o responsável da Administração Trump para as negociações de paz no Médio Oriente. Na comitiva estarão ainda alguns congressistas, representantes das comunidades judaica e cristã e ex-embaixadores norte-americanos em Israel.

Na segunda-feira, os primeiros sinais a indicar a nova embaixada dos Estados Unidos foram instalados em Jerusalém, em placas escritas em hebraico, árabe e inglês. Historicamente a maior parte dos países, incluindo os Estados Unidos, têm mantido as suas embaixadas em Telavive. Mudar a embaixada para Jerusalém, reconhecendo a cidade como capital de Israel, é visto como uma provocação pelos palestinianos, que reivindicam a parte oriental da cidade para capital de um futuro Estado.

A polémica inauguração, que motivou um coro de protestos e de avisos internacionais quanto às implicações para o processo de paz no Médio Oriente, vai realizar-se sobre apertadas medidas de segurança.

O site noticioso israelita Ynet adianta que a polícia israelita está a preparar-se para a eventualidade de múltiplos ataques à bomba na próxima semana, tendo em conta que o dia de Jerusalém se celebra no domingo, que a inauguração da nova embaixada dos Estados Unidos está agendada para segunda-feira, e que o Nakba (Catástrofe), com que os palestinianos assinalam o êxodo de milhares de pessoas na sequência da criação do Estado de Israel, em 1948, calha na terça-feira seguinte.

O Ynet refere que são esperadas cerca de mil pessoas na inauguração da embaixada, das quais 300 fazem parte da delegação norte-americana. Do lado israelita, além do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, e de vários ministros, deverão marcar presença a presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Esther Hayut, e o líder da oposição, Isaac Herzog, entre outros.