Pedro Dominguinhos favorito para liderar politécnicos

Presidente do Politécnico de Setúbal é o único candidato assumido. Tem nas mãos a negociação orçamental com o Governo.

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O presidente do Instituto Politécnico de Setúbal, Pedro Dominguinhos, é o mais provável novo líder do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP). O actual vice-presidente do organismo que representa as instituições públicas deste sub-sector do ensino superior deverá ser eleito esta quarta-feira para um mandato de dois anos.

Pedro Dominguinhos foi o único presidente dos politécnicos a anunciar a intenção de se candidatar à liderança do CCISP na última reunião daquele órgão, realizada há duas semanas. Ao PÚBLICO, confirma que “é candidato”. “Mas são os meus colegas quem vai decidir o seu sentido de voto”, acrescenta, sem querer pronunciar-se mais sobre a eleição.

As regras da reunião eleitoral desta quarta-feira permitem que surjam ainda candidatos até à hora do início do encontro, que tem como único ponto da ordem de trabalhos a escolha do novo presidente do CCISP.

No entanto, não é provável que surja concorrência a Pedro Dominguinhos, numa altura em que as lideranças dos institutos politécnicos estão num processo de profunda renovação – dez dos 15 presidentes foram eleitos nos últimos seis meses. Além disso, o presidente do Politécnico de Setúbal é já uma figura com peso, e relativamente consensual, dentro daquele organismo.

Pedro Dominguinhos é vice-presidente do CCISP e é o representante dos politécnicos nas negociações orçamentais com o Governo. Entre o final do ano passado e o início deste, foi ele quem representou o sector no braço-de-ferro com a tutela e o Ministério das Finanças por causa dos reforços orçamentais exigidos pelas instituições para fazer face aos aumentos salariais ao longo do último ano que não estavam previstos na primeira versão do Orçamento do Estado.

Nesta altura, as instituições de ensino superior estão novamente em negociações com o Governo para perceber quais as regras que devem aplicar-se nas actualizações salariais dos docentes, por via do descongelamento das carreiras na função pública, esperando também por um reforço dos seus orçamentos para fazer face a esse aumento de encargos.

Pedro Dominguinhos licenciou-se em Economia pela Universidade Lusíada de Lisboa, em 1994. Fez depois o mestrado em Economia Internacional e o Doutoramento em Gestão no Instituto Superior de Economia e Gestão, que actualmente pertence à Universidade de Lisboa. Nessa altura já era professor no Instituto Politécnico de Setúbal, onde começou a dar aulas em 1995.

Desde 2009 que tem a posição de professor coordenador, a segunda na hierarquia da carreira dos docentes dos politécnicos. Há mais de uma década que Pedro Dominguinhos desempenha funções de gestão dentro do Politécnico de Setúbal. Foi presidente do conselho directivo da Escola Superior de Ciências Empresariais, entre 2007 e 2009, e vice-presidente do politécnico nos seis anos seguintes. Nessa altura, foi eleito presidente, cargo para o qual foi reconduzido no início do mês passado -- tem mandato até 2022.

Pedro Dominguinhos vai substituir à frente do CCISP Nuno Mangas, que tinha sido escolhido para liderar o organismo em Novembro de 2016 e que era o presidente do Instituto Politécnico de Leiria. Chegou ao final do seu mandato e dará lugar a Rui Pedrosa, até aqui seu vice-presidente no politécnico leiriense, que foi eleito no mês passado.

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