Palcos da semana

Vêm aí dias de marionetas, blues e grandes imagens, entre danças cósmicas e pianos a respirar.

Foto
Monkeys, de Amit Drori

Teatro
Ligações com fios

O FIMFA - Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas atinge a maioridade. Nesta 18.ª edição, volta a tomar o pulso à arte da manipulação de objectos, com foco apontado à sua ligação a diferentes registos criativos: cinema, dança, vídeo, circo, artes plásticas, robótica... O israelita Amit Drori trará precisamente um teatro de autómatos, com a peça retrofuturista Monkeys. É uma das muitas estreias nacionais. Entre elas estão também Birdie, um "mundo complexo e desalinhado" (e "hitchcockiano"), da companhia catalã Agrupación Señor Serrani; Zvizdal, o retrato de uma aldeia-fantasma pós-Tchernobil pelos belgas Berlin; as coreografias metálicas em cabos e roldanas do iraniano Ali Moini em Man Anam Ke Rostam Bovad Pahlavan; o campo de batalha de Plastic Heroes, do israelita Ariel Doron; as fantasmagorias de La Valse des Hommelettes, dos franceses Les Antliaclastes; a tradição teatral eslovena reinterpretada em Open the Owl pelo Ljubljana Puppet Theatre; e as sombras góticas de Ada/Ava, dos norte-americanos Manual Cinema.

LISBOA Vários locais
De 3 a 20 de Maio. Programa completo aqui.
Bilhetes de 3€ a 15€ (excepto Teatro Dom Roberto, grátis)

 

PÚBLICO -
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Danny Clinch

Música
Harmonização blues  

Visitante frequente dos palcos portugueses, o norte-americano Ben Harper prepara-se para regressar com uma companhia especial: Charlie Musselwhite, músico do Mississípi, veterano da harmónica, lenda blues. Foi com ele que assinou No Mercy in This Land, o álbum recém-lançado que motiva esta digressão. Não sendo um encontro inédito – em 2013, Harper e Musselwhite já tinham editado Get Up!, vencedor do Grammy para Melhor Álbum de Blues –, esta é a primeira vez que os vemos juntos por cá.

LISBOA Aula Magna
Dias 30 de Abril e 1 de Maio, às 20h30.
Bilhetes de 30€ a 50€

PÚBLICO -
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Ronaldo Schemidt

Fotografia
Mundo em imagens

Ronaldo é o melhor do mundo. Falamos de fotojornalismo e de Ronaldo Schemidt, da agência France-Presse. É ele o autor da Foto do Ano do 61.º World Press Photo, o maior prémio mundial nesta área. O seu retrato de um manifestante em chamas em Caracas, durante os protestos contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro, pode ser visto na exposição patente no Hub Criativo do Beato, ao lado de dezenas de outras fotografias distinguidas. À avaliação do júri desta edição, presidido por Magdalena Herrera, chegaram mais de 73 mil trabalhos produzidos por fotógrafos de 125 países. A par da exposição, decorrem conversas com profissionais, ralis fotográficos e workshops.  

LISBOA Hub Criativo do Beato
Até 20 de Maio. Quinta a domingo, das 10h às 18h.
Grátis

 

PÚBLICO -
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James Rhodes DR

Música
Segundo fôlego ao piano

Respira! Assim manda o ciclo que o Theatro Circo torna a promover para mostrar pianos com sonoridades fora do cânone. A segunda edição abre com o mexicano Murcof, uma das figuras mais veneradas das electrónicas abstractas e ambientais, a recriar com a francesa Vanessa Wagner, pianista de música clássica, a colaboração registada no álbum Statea (dia 5 de Maio). O desafio seguinte é acompanhar os dedos ultra-rápidos do alemão Lubomyr Melnyk, especialista na chamada música contínua (dia 12). Do italiano Bruno Bavota espera-se a exibição do disco Out of the Blue, ao lado do violoncelo de Michael Nicolas e do violino de J. Freivogel (dia 19). O inglês James Rhodes vem tocar Bach, Chopin e Rachmaninov num estilo não recomendado a puristas, para dizer o mínimo (dia 26). O Respira! fecha a dançar com a dupla Grandbrothers, de Erol Sarp e Lukas Vogel, e a electrónica-jazz do álbum Open (dia 2 de Junho).

BRAGA Theatro Circo
De 5 de Maio a 2 de Junho. Sábado, às 21h30.
Bilhetes de 12€ a 15€

 

PÚBLICO -
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José Caldeira

Dança
Quarenta anos depois

"Nem a própria ruína nos conseguiu manter acordados", canta José Cid no tema O caos, que faz parte de 10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte. É este disco que fornece a banda sonora e a base conceptual do espectáculo da Companhia Instável Nem a Própria Ruína, "uma redenção pós-apocalíptica" coreografada e interpretada por Francisco Pinho, João Dinis Pinho e Dinis Santos. Regressa ao palco, em Coimbra, numa dupla celebração: além de ser Dia Mundial da Dança, estamos a dias do 40.º aniversário desse disco revolucionário do rock progressivo português.

COIMBRA Convento de São Francisco
Dia 29 de Abril, às 18h.
Bilhetes a 8€